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Ondas fortes arrastam contenção feita pela Prefeitura e criam buracos na Praia da Macumba

19/06/2018

Para os moradores do entorno da Praia da Macumba, no Recreio, Zona Oeste do Rio, a história se repete: a maré alta começa a provocar deslizamentos de areia. Cerca de dois meses após o fim das obras de contenção feitas pela Prefeitura do Rio no local, parte da estrutura se desfaz no mar. Segundo a administração municipal, trata-se de sacos de areia, que devem sim se romper quando há ressacas. Mas o impacto que vai além até mesmo do muro construído na orla - buracos profundos formados entre o sábado e o domingo - preocupa quem vive ali perto.
— Nos últimos 10 anos, isso aconteceu umas sete vezes. Da última vez, as ondas chegaram nos prédios. Aí fizeram a obra emergencial a partir de outubro, terminou em abril e no início de junho já está tudo assim. Os colchões deveriam impedir que o mar chegasse à areia, mas já chegou até depois da mureta — conta Piero Carbone, de 62 anos, que é síndico de um dos prédios residenciais da região.
O grande deslizamento mais recente aconteceu em outubro. Depois disso, a secretaria de Conservação e Meio Ambiente do Rio de Janeiro iniciou as obras que refizeram o calçadão afundado com uma estrutura de contenção das ondas. O investimento foi de R$ 14,5 milhões. O órgão alega que a obra foi definitiva, mas é preciso ainda uma outra ação, preventiva, que evitaria os efeitos da ressaca, dissipando ainda mais a força das ondas antes de chegar à área construída.
Para isso, ainda em outubro de 2017, a pasta afirmou ter começado a estudar a implementação de um projeto apresentado pela Coppe, pela primeira vez, no ano 2000. A solução definitiva seria fazer um quebra-mar e repôr cerca de 600 mil metros cúbicos de areia da praia. O custo total estimado era de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões, mas seria preciso ainda atualizar a série histórica sobre o comportamento das ondas na praia. A contratação da Coppe para revalidação dos dados, no entanto, ainda não foi feita. Paulo César Rosman, professor de Engenharia Costeira da Coppe/UFRJ, esclarece que os deslizamentos são normais:
— Ali foi feito feita uma obra de contenção. Toda essa obra é sabidamente vulnerável. Esse pequeno deslizamento que ocorreu na extremidade oeste é então normal. Por isso, é necessário sempre fazer inspeção após eventos de ressaca para repassar os danos. A estrutura desempenhou seu papel — afirma o engenheiro, continuando sobre o buraco aberto na areia depois do muro. — Houve fulga de areia. É só botar uma barreira e encher novamente. Mas, é claro, isso mostra o que já era evidente: é necessária a obra definitiva, que repõe milhares de metros cúbicos de areia da praia. Pois quem oferece proteção é a praia e não os muros.
Ele ressalta que é compreensível que todos tenham ficado "impressionados" com a ocorrência, após o grave acidente do ano passado.
A Associação de Moradores do Recreio faz coro à cobrança da obra definitiva.
— A gente está pedindo desde o início a obra definitiva, pois essa aqui era uma obra emergencial, uma etapa anterior e obrigatória. Sem as outras medidas, isso vai cair novamente. A obra definitiva engloba dois guias correntes, que são espécies de moles para barrar a força das ondas, o engordamento da areia da praia que por 50 anos era vendida, e talvez até recifes articipais. Algumas pessoas pensam que isso é para salvar meia dúzia de prédios. Mas, na verdade, é a ponta do iceberg de um problema muito maior. Pois se você assorear a boca do canal de Sernambetida, que é formado por quatro rios, entre os quais o Rio Morto, vai inundar toda a região do Recreio e das Vargens — afirma Simone Kopezynki, presidente da Associação dos Moradores do Recreio (Amor).
Para o oceanógrafo David Zee, vice-presidente da Câmara Comunitária da Barra, as intervenções feitas pela prefeitura foram um mero paliativo. E era até previsível que a força das ondas derrubasse a contenção a curto prazo. Segundo ele, outras intervenções eram necessárias enquanto a prefeitura não tirasse do papel o projeto de criar um mole de pedra no Canal da Sernambetiba, de modo a estabilizar a praia.

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