
29/10/2020
Uma análise da qualidade da água na Lagoa da Tijuca, no Canal da Joatinga e no Quebra-Mar da Barra atestou a grande presença de toxinas que oferecem riscos aos banhistas. O resultado foi produzido pelo Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental, da Fiocruz, e um documento foi enviado pelo biólogo Mario Moscatelli na noite desta sexta aos secretários de meio ambiente do município e do estado. O documento sugere a proibição de banho no canal e na Praia dos Amores (ao lado do Quebra-Mar) nos período de maré baixa de sizígia (na lua cheia e nova), quando a vazão de água das lagoas é maior.
A coleta, promovida por Moscatelli, foi feita em quatro pontos de amostra na manhã desta sexta. Em todos eles, a concentração de microcistina, toxina liberada por cianobactérias e que pode causar lesões de pele, problemas gastrointestinais, doenças respiratórias, febre, alergia e dor de cabeça, estava acima do limite permitido. Inclusive, a maior concentração foi encontrada no Quebra-Mar, ou seja, no trecho mais próximo à Praia da Barra.
Para o laboratório, como consta no documento, o resultado "torna a presença de banhistas neste local extremamente preocupante", em referência ao Canal de Joatinga e Praia dos Amores, pontos onde pessoas costumam se banhar e praticar stand up paddle, ou andar de jetski.
A reportagem completa pode ser baixada em .pdf pelo nosso 4Shared
Fonte: O Globo
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