
12/11/2020
Ele tem só dois centímetros, mas a sua redescoberta na mata do Estado do Rio tem peso de ouro. Pesquisadores do Museu Nacional e do Instituto de Biologia da UFRJ acabam de comprovar que um sapinho dourado encontrado numa trilha da Área de Proteção Ambiental Estadual de Macaé de Cima é o Brachycephalus bufonoides — ou simplesmente pingo-de-ouro —, que não era visto por cientistas há mais de cem anos. Havia a hipótese de que a espécie, que pertence a um grupo de sapos miniaturizados, estava extinta.
A redescoberta, que acaba de ser publicada em artigo na revista científica Zootaxa, da Nova Zelândia, emocionou pesquisadores e foi recebida com festa pela direção e por frequentadores da APA Macaé de Cima. Entre os motivos, está a de que a presença desse bichinho do tamanho de uma unha, extremamente sensível, é um indicador de preservação daquela floresta. Ele foi encontrado num ponto da trilha da Serra Queimada, em Lumiar, área pertencente a Nova Friburgo, a cerca de 1.100 metros de altitude.
— A gente o encontrou em 2015. Mas depois houve o trabalho de anatomia pesada e de visita a coleções, além do tempo para a publicação do artigo, que só saiu agora — explica José Pombal, professor do Museu Nacional e curador das coleções de anfíbios da instituição.
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Fonte: O Globo
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