
05/01/2021
O Japão, terceira maior economia do mundo, revelou no último dia 25 um plano para atingir sua meta de neutralidade de carbono até 2050, por meio do aumento da participação das energias renováveis e da redução do custo das baterias para veículos elétricos. Esta é a primeira vez que o país, cuja produção de energia depende fortemente de combustíveis fósseis, detalha como pretende reduzir a zero as emissões de gases de efeito estufa até meados do século XXI, meta que havia sido anunciada pelo primeiro-ministro Yoshihide Suga, em outubro.
Esta “estratégia de crescimento verde”, divulgada no site do Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês, estabelece em particular como “objetivo indicativo” que de 50% a 60% da eletricidade do país seja proveniente de energias renováveis até 2050. Para efeito de comparação, o último plano de energia do Japão, de 2018, definia como meta de 22% a 24% até 2030, contra cerca de 17% em 2017.
O governo acredita que uma "mudança significativa" de mentalidade é necessária para entender que "políticas que levam em conta o meio ambiente não são um freio, mas um motor de crescimento", declarou o porta-voz do governo Katsunobu Kato, nesta sexta-feira. Para alcançar uma “sociedade neutra em carbono, não apenas a indústria, mas também todo o Japão, incluindo o setor público e cada um de vocês, deve fazer o seu melhor”, acrescentou.
O governo ainda anunciou que dispõe de 30% a 40% do fornecimento de energia elétrica por usinas nucleares e térmicas (equipadas com sistemas de captura de CO2). Os 10% restantes seriam produzidos a partir de hidrogênio e amônia.
O Japão estima que seu consumo nacional de eletricidade aumentará entre 30% e 50% até 2050. Para atender a essa demanda, o governo deseja em particular desenvolver energia eólica offshore, tendo o país estabelecido uma meta de produção de 45 gigawatts deste mês até 2040, um salto gigantesco em relação ao 0,02 gigawatt atual.
Junto à intenção anunciada no início de dezembro de proibir a venda de novos veículos a gasolina ou a diesel até meados da década de 2030, o governo também quer uma redução de 50% no custo das baterias para veículos elétricos nos próximos dez anos. Os anúncios devem enviar uma mensagem forte ao setor industrial sobre o desejo do governo de promover o crescimento verde e estimular o investimento do setor privado nessa direção, repercute a mídia japonesa.
Os números revelados, no entanto, são "um mau ponto de partida para discussões" e sinalizam "falta de ambição", opinou Mika Ohbayashi, diretor do Instituto de Energias Renováveis de Tóquio. Em vez disso, o Japão deveria definir um horizonte de 2030 para atingir sua meta de 50% a 60% de eletricidade proveniente de fontes renováveis, avalia a organização.
O instituto também considera que apostar na generalização das tecnologias de captura de CO2 nas próximas décadas é um erro. O Japão foi o quinto maior emissor de CO2 em 2019, de acordo com dados da plataforma online Global Carbon Atlas.
Fonte: G1
Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito
23/07/2026
Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti
23/07/2026
10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas
23/07/2026
Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos
23/07/2026
Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis
23/07/2026
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025
23/07/2026
