UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Tartarugas albinas raras nascem em projeto de conservação no Tocantins

05/01/2021

O projeto de conservação Quelônios, que cuida da preservação das tartarugas-da-Amazônia no rio Araguaia, registrou um fenômeno raro este ano. Os ovos que começaram a eclodir em vários pontos do rio vieram com vários filhotes albinos. Os animais, completamente brancos, chamam a atenção em meios às areias na margem dos rios.
Os biólogos estimam que apenas um a cada dois milhões de filhotes de tartaruga nasce albino. Este ano, o projeto Quelônios espera o nascimento de até 100 mil tartarugas em todo o rio na região do Tocantins. Atualmente 1.654 Ninhos são monitorados pelos agentes, mas a projeção indica que há pelo menos outros 500 que ainda não foram identificados.
É de barco que os agentes chegam até as regiões onde as tartarugas se reproduzem. O rio faz a divisa do Tocantins com o Pará. A região é monitorada por meses antes dos ovos começarem a abrir.
"É uma espécie que no passado ela sofreu bastante em termos de ameaças, né, com suas populações naturais. Pela retirada de indivíduos, através da caça, pela coleta de ovos e de filhotes também nas praias. Então esse projeto tem uma importância enorme em tentar recompor, recuperar essas populações em locais que sofreram e ainda sofrem essa pressão", diz o professor e pesquisador Thiago Portelinha, da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
Este ano, o projeto teve um desafio extra para se manter, já que a vinda de voluntários de outras partes do país, comum em anos anteriores, não foi possível. Mesmo assim, o número de novas tartarugas deve ser recorde.
Sobre os filhotes albinos, uma preocupação é que eles têm chances de sobrevivência na natureza reduzidos. O casco branco acaba refletindo a luz e chamando a atenção de predadores.
Outro desafio do projeto é que este ano as tartarugas adultas migraram por causa de queimadas entre setembro e outubro e colocaram os ovos em novas praias. Como a areia do local é mais fina, os ninhos acabaram sendo um pouco mais profundos que o normal, o que pode dificultar a saída dos filhotes para o rio.
"Essa mudança no meio ambiente interferiu nas covas. Por exemplo, tem umas covas que estão mais profundas. Tem covas que nós marcávamos 55 dias e agora nós estamos marcando covas eclodindo com 60 dias. Então houve uma mudança muito grande em relação a 2019, 2020", diz o gestor do Parque Estadual do Cantão , Adailton Fernandes Glória.
"A gente trabalha por amor, pela conservação. Todo mundo que tá aqui dá o seu sangue. A gente levanta quatro e meia da manhã pra trabalhar. Faça sol ou faça chuva nós estamos aqui, fazendo a nossa parte", afirma o coordenador programa Quelônios, Wilson Júnior.

Fonte: G1

Novidades

Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito

23/07/2026

Julho é o mês dedicado à proteção dos manguezais, que funcionam como berçário de diversas espécies, ...

Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti

23/07/2026

Símbolo da Amazônia e uma das maiores árvores da floresta, a castanheira-da-amazônia (Bertholletia e...

10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas

23/07/2026

Entre os dias 22 e 25 de julho, quem vive na cidade de São Paulo pode realizar a troca das suas lâmp...

Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos

23/07/2026

Uma nova espécie de cobra que viveu onde hoje é o interior de São Paulo entre 85 milhões e 75 milhõe...

Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis

23/07/2026

Em uma região rural de Florianópolis, o aparecimento de anfíbios grandes, esverdeados e de coaxar ba...