UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Em nova etapa de estudo em Noronha, pesquisadores colocam transmissores em tartarugas

11/02/2021

A pesquisa que monitora o impacto das mudanças climáticas no sexo da espécie Chelonia mydas, conhecida como tartaruga verde, foi reiniciada em Fernando de Noronha. O estudo teve que ser paralisado, em 2020, por causa da pandemia da Covid-19. Entre outras ações, transmissores foram instalados em animais.
O biólogo Armando Barsante realiza o estudo para a Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos. “A pandemia prejudicou a pesquisa, porque não conseguimos fazer a coleta das amostras genéticas que estava no planejamento”, disse Armando.
Com o retorno das atividades, o pesquisador tem feito mergulhos, capturas de tartarugas e coleta de DNA. Para fazer o monitoramento nas tartarugas macho, o estudioso instalou oito transmissores, que operam por satélite.
A pesquisa, financiada pela National Science Foundation (NSF), é desenvolvida em parceria com a Fundação Pró-Tartarugas Marinhas (Tamar).
Os dados já existentes indicam que, quanto mais quente a temperatura da areia, mais fêmeas nascem. A partir de 32 graus, só nascem tartarugas fêmeas.
“Nós queremos saber, por exemplo, quantos machos são necessários para uma população ser considerada saudável. Existem poucas informações sobre os machos, que não saem da água”, disse Armando Barsante.
Os estudiosos acreditam que em um ninho, com cerca de 90 ovos, há vários filhotes machos. A pesquisa quer saber como a espécie vai se comportar com o aumento de temperatura no planeta.
“Fernando de Noronha é um laboratório para identificar as alterações com o aquecimento global. Isso é de interesse para o mundo inteiro. O número de fêmeas deve ter um limite”, afirmou Barsante.
Outra questão que os pesquisadores querem descobrir é se os machos visitam a ilha todos os anos para reprodução.
Os estudiosos querem saber, ainda, se todos os machos contribuem para todas as ninhadas das fêmeas, que depositam ovos entre oito e nove vezes por temporada.
“É uma pesquisa ampla, que envolve a parte de genética. Com a técnica que utilizados, conseguimos identificar informações da mãe e do pai da tartaruga. Vamos determinar, como um teste de paternidade, com 99,99% de chance de identificar o pai do filhote”, indicou.
O estudo, que começou de 2020, seria feito até 2023. O pesquisador vai tentar estender por mais um ano, para recuperar o tempo perdido com a pandemia da Covid-19.

Fonte: G1

Novidades

Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito

23/07/2026

Julho é o mês dedicado à proteção dos manguezais, que funcionam como berçário de diversas espécies, ...

Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti

23/07/2026

Símbolo da Amazônia e uma das maiores árvores da floresta, a castanheira-da-amazônia (Bertholletia e...

10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas

23/07/2026

Entre os dias 22 e 25 de julho, quem vive na cidade de São Paulo pode realizar a troca das suas lâmp...

Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos

23/07/2026

Uma nova espécie de cobra que viveu onde hoje é o interior de São Paulo entre 85 milhões e 75 milhõe...

Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis

23/07/2026

Em uma região rural de Florianópolis, o aparecimento de anfíbios grandes, esverdeados e de coaxar ba...