
08/04/2021
O Cais do Valongo, localizado na Região Portuária do Rio, voltou a ficar alagado. Em menos de um ano, esta é a segunda vez que o local fica submerso.
Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial e considerado o maior marco da escravidão no Brasil, o Cais do Valongo é administrado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cedurp), órgão ligado a Prefeitura do Rio.
Segundo a companhia, no domingo (4), houve um problema com a energia elétrica que mantém as três bombas d´água funcionando. Na tarde de ontem (5), a Light informou que o fornecimento de energia foi normalizado.
De acordo com os técnicos, o cais fica abaixo do nível do lençol freático e é preciso drenar a água que invade constantemente o local.
O Cais do Valongo está na lista de 21 bens culturais e naturais que são patrimônio mundial no Brasil, como o Centro Histórico de Olinda, em Pernambuco, a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, e o Plano Piloto de Brasília.
O local foi descoberto em 2011, durante obras na Zona Portuária. O Cais do Valongo integra a lista dos 11 sítios considerados sensíveis, que remetem a episódios traumáticos e dolorosos da história, como Hiroshima, no Japão, Auschwitz, na Polônia, e Robben Island, na África do Sul, onde Nelson Mandela ficou preso. O Cais do Valongo foi a principal porta de entrada dos escravos no continente. Depois de chegar aqui, homens e mulheres eram vendidos nos mercados.
Para terminar de ler esta matéria acesse o G1
Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito
23/07/2026
Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti
23/07/2026
10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas
23/07/2026
Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos
23/07/2026
Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis
23/07/2026
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025
23/07/2026
