
13/04/2021
A crise da qualidade da água do Grande Rio se aprofunda e vai além do insucesso da Cedae para remover a geosmina. O tratamento usado pela empresa para supostamente combater a poluição do Rio Guandu não apenas não funcionou, como ainda lançou um novo poluente — o lantânio, um metal tóxico pesado — na água consumida por nove milhões de pessoas do Grande Rio, alertam cientistas.
Segundo dados da própria Cedae, 190 toneladas de Phoslock, uma espécie de argila modificada que contém o lantânio, foram lançadas na lagoa do Guandu desde janeiro do ano passado, quando ocorreu a primeira crise da geosmina.
O Phoslock é usado em rios quando há proliferação de cianobactérias. Essas, segundo a Cedae, seriam a origem da geosmina e do 2-mib, que mudaram o gosto e o cheiro da água. O lantânio, presente na fórmula da argila, se associa ao fósforo, encontrado em material orgânico e leva as impurezas para o fundo do mar. O lantânio é um metal extremamente tóxico. Estudos internacionais o relacionam a problemas no fígado, malformações congênitas no lábio e no palato e danos à fertilidade. Cientistas alertam para a gravidade da crise no estudo “Colapso da qualidade do Rio Guandu”. O artigo é assinado por especialistas da Uerj, da UFRJ, da Uerj e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).
Para terminar de ler esta matéria acesse nosso 4Shared
Fonte: O Globo
Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito
23/07/2026
Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti
23/07/2026
10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas
23/07/2026
Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos
23/07/2026
Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis
23/07/2026
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025
23/07/2026
