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Galáxia tem 29 planetas que podem ser habitáveis e trocar mensagens de rádio com a Terra, diz estudo

24/06/2021

Um estudo publicado na revista Nature nesta quarta-feira sugere que a galáxia tem 29 planetas potencialmente habitáveis e em condições de trocar mensagens de rádio com a Terra. Levantamento feito por astrônomos da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, estima ainda que há 1.715 estrelas de onde a Terra pode ser avistada.
De acordo com os autores do estudo, as estrelas estão em posição capaz de observar a Terra ao longo dos últimos 5 mil anos. A pesquisa indica também que sinais de vida na Terra poderiam ser detectados a partir delas, caso os potenciais observadores tivessem instrumentos astronômicos similares aos usados atualmente.
Por meio do banco de dados Gaia, que incluiu um catálogo de objetos astronômicos distantes até cerca de 300 anos-luz do Sol, Lisa Kaltenegger e Jaqueline Faherty exploraram como esse ponto de vista variou com o passar do tempo. Os pesquisadores determinaram que 1.715 estrelas estão na posição certa para ver a Terra desde que o início da civilização humana se desenvolveu, com 319 estrelas adicionais entrando neste ponto de vista nos próximos 5.000 anos.
Os autores destacaram ainda que 75 estrelas estão perto o suficiente — dentro de 100 anos-luz — para que as ondas de rádio produzidas pelo homem as alcancem. Sete das estrelas que se encontram na zona de onde a Terra é visível no passado, presente e futuro são conhecidos hospedeiros de exoplanetas. O sistema conhecido como Trappist-1, que abriga sete planetas do tamanho da Terra, ingressará nesta zona em 1.642 anos e permanecerá por outros 2.371 anos, segundo o estudo.
Um dos métodos para identificar um exoplaneta é buscar sinais de sua existência ao redor de uma estrela, desde que ela não seja o Sol. A Terra também poderia ser detectada de outros exoplanetas por meio desse método. Embora a zona de onde estrelas próximas podem ter uma visão da Terra em movimento, estudos anteriores não consideraram mudanças de ponto de vista ao longo do tempo.
Os autores concluem que estrelas situadas em pontos de onde podiam ver a Terra orbitar o Sol poderiam ser alvos prioritários para a busca de planetas potencialmente habitáveis.

Fonte: O Globo

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