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🌡️ Mudanças climáticas: número de dias com calor acima de 50ºC no mundo dobrou em 40 anos

16/09/2021

O número de dias extremamente quentes, quando a temperatura passa de 50°C, registrados a cada ano dobrou desde a década de 1980.
Essa foi a conclusão de um estudo realizado pela BBC, que apontou também que isso acontece agora em mais áreas do mundo do que antes, criando desafios sem precedentes à saúde humana e à forma como vivemos.
O número total de dias com temperaturas acima de 50ºC aumentou em cada uma das últimas quatro décadas.
Entre 1980 e 2009, as temperaturas ultrapassaram os 50ºC cerca de 14 dias por ano em média, subindo para 26 dias por ano entre 2010 e 2019.
No mesmo período, temperaturas de 45ºC e acima ocorreram em média duas semanas a mais por ano.
"O aumento pode ser 100% atribuído à queima de combustíveis fósseis", disse Friederike Otto, cientista do clima, do Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford.
À medida que o mundo inteiro esquenta, as temperaturas extremas se tornam mais prováveis e intensas.
O calor intenso pode ser mortal para os humanos e a natureza, além de causar grandes problemas para edifícios, estradas e sistemas de energia.
Temperaturas de 50°C acontecem predominantemente nas regiões do Oriente Médio e do Golfo.
E, depois de temperaturas recordes de 48,8ºC na Itália e 49,6ºC no Canadá neste verão, os cientistas alertaram que dias acima de 50ºC acontecerão em outros lugares, a menos que reduzamos as emissões de combustíveis fósseis.
"Precisamos agir rapidamente. Quanto mais rápido cortarmos nossas emissões, melhor para todos", disse o pesquisador do clima Sihan Li, da Universidade de Oxford, no Reino Unido
"Com as emissões contínuas e a inação, não apenas esses eventos de calor extremo se tornarão mais graves e mais frequentes, mas a resposta de emergência e a recuperação se tornarão mais desafiadoras", alerta Li.
A análise da BBC também descobriu que, na década mais recente, as temperaturas máximas aumentaram 0,5°C em comparação com a média de longo prazo de 1980 a 2009.
Mas esses aumentos não foram sentidos igualmente em todo o mundo: a Europa Oriental, o sul da África e o Brasil viram algumas temperaturas máximas subirem mais de 1°C, e partes do Ártico e do Oriente Médio registraram aumentos de mais de 2°C.
Os cientistas estão pedindo uma ação urgente dos líderes mundiais na cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro, onde os governos serão solicitados a se comprometer com novos cortes de emissões a fim de limitar o aumento da temperatura global.

Saiba mais no G1

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