
04/11/2021
O Brasil é o quinto país que mais emite gases poluentes do mundo e tem a maior floresta tropical, que é um potente sumidouro de carbono. Segundo o relatório do Observatório do Clima, em 2020 andamos na contramão: em vez de baixarmos as emissões por conta da pandemia, como na maioria dos outros países, emitimos mais. É este o perfil que o país apresenta na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), que começou no domingo (31), em Glasgow.
Uma das principais referências na área ambiental do país, a historiadora e pesquisadora Samyra Crespo, não esconde a decepção com o cenário atual: “É um desastre. A nossa presença na COP vai ser de um fantasma triste”, comenta.
O Brasil iniciou a sua apresentação na conferência na segunda-feira (1), sem a presença do presidente Jair Bolsonaro. O país foi representado pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que apresentou uma nova meta climática, com redução de 50% das emissões de gases do efeito estufa até 2030. Contudo, Leite não apresentou o número real dessa nova redução prometida. É a terceira vez que o Brasil refaz a meta climática em menos de um ano.
Samyra acaba de lançar o livro “Conta quem sabe, escreve quem se atreve”, editado pelo Instituto Envolverde (por enquanto só online) e recebeu o g1 em sua casa, no bairro da Gloria, onde vive cercada por uma vista deslumbrante do Rio de Janeiro, cidade que ainda acha maravilhosa.
A ambientalista participou das entranhas do poder público e atuou na Rio-92, época em que coordenou a série de pesquisas “O que o brasileiro pensa sobre o meio ambiente”. Foi também secretária-executiva da Comissão Municipal da extinta Agenda 21, um roteiro que a Rio-92 deixou para que as sociedades desencadeassem fóruns de ações participativas. Tempos depois, a convite do ministro do meio ambiente da época, Carlos Minc, foi Secretaria de Meio Ambiente e Cidadania Ambiental em 2008, tornando-se membro do segundo escalão do governo federal.
Samyra Crespo estava em Brasília, em 2009, quando aconteceu a COP 15, em Copenhague, onde o ex-presidente Lula e o então ministro Carlos Minc tiveram um papel preponderante. Samyra aponta a diferença para o que se vê hoje: “Um amigo francês, ambientalista, disse que a organização dos eventos do ano que vem, quando se comemorará os 50 anos de Estocolmo (primeira Conferência Mundial) e os 30 anos da Rio-92, vai focar em Estocolmo porque não se quer os holofotes no Brasil. Isso é muito triste”, disse ela.
Para ler a entrevista acesse o g1
Arara-azul e outras espécies ameaçadas são resgatadas em operação da PF contra tráfico de animais silvestres em Niterói; vídeo
16/07/2026
Horta hidropônica vira aula de química a céu aberto
16/07/2026
Antes de extração, projeto de petróleo na costa amazônica gera expansão de invasões
16/07/2026
Fundo de Catástrofes amplia apoio às vítimas das chuvas
16/07/2026
Energia solar protege água em canais da Califórnia
16/07/2026
Salton, o maior lago da Califórnia, está encolhendo
16/07/2026
