
11/11/2021
A cidade de São Paulo está entre as signatárias de um acordo firmado nesta quarta-feira (10) na Conferência do Clima da ONU (COP26) para coibir a venda de novos carros emissores de gases do efeito estufa após 2040.
O acordo, que visa atingir as metas do Acordo de Paris, determina ainda que os governos e prefeituras signatários devem trabalhar para converter toda a sua frota de veículos, como ônibus municipais, para versões que não emitam poluentes até o ano de 2035. Além de São Paulo, outras cidades, como Buenos Aires, Nova York e Seul, assinaram o acordo.
Além do acordo firmado entre as cidades para renovar as frotas municipais, os países signatários se comprometeram ainda a banir a venda de veículos poluentes entre 2035 e 2040. O Brasil, no entanto, não assinou o documento.
Montadoras como a Ford, a General Motors e a Mercedes-Benz também fazem parte do acordo. No caso das fabricantes, o compromisso é criar um plano de negócio para que, até 2035, todas as vendas de novos produtos sejam de veículos que não emitem poluentes. São considerados veículos limpos apenas aqueles cujos motores têm emissão zero de gases do efeito estufa, como carros elétricos, trens e bondes.
O setor de transportes é um dos principais emissores de poluentes nas grandes cidades. Em São Paulo, o setor representa 62% do total de gás carbônico emitido na atmosfera.
Na cidade de São Paulo, apenas 1,6% dos ônibus já são elétricos. A meta da prefeitura era atingir 18% ainda neste ano, mas os planos foram alterados.
A nova meta da gestão municipal é adicionar 2,6 mil ônibus elétricos na frota da cidade até 2024. Isso significaria aumentar a frota elétrica atual em cerca de 12 vezes, e atingir cerca de 20% da frota total.
Se cumprir esta meta, a prefeitura terá mais 11 anos para substituir os outros 80% dos ônibus da capital, de modo a cumprir o compromisso firmado na COP26.
Além da capital paulista, outras 39 cidades, estados ou governos regionais assinaram o acordo.
Entre os países que firmaram o compromisso estão Chile, Holanda, Israel, México, Paraguai e Uruguai, em um total de 33 nações.
No entanto, ativistas do meio ambiente destacaram na COP26 que diversos países e montadoras importantes não participaram do acordo.
As fabricantes Toyota, Volkswagen e Nissan-Renault, que estão entre as maiores do mundo, não se juntaram ao grupo. Além disso, os governos dos Estados Unidos, China e Japão, três dos maiores mercados consumidores de veículos, também se abstiveram.
Fonte: g1
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