
16/11/2021
A COP26, conferência do clima que aconteceu na cidade escocesa de Glasgow neste mês, foi apresentada como a última chance de limitar o aquecimento global a 1,5 °C.
Depois de duas semanas de intensas negociações, os quase 200 países presentes à COP26, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, assinaram no último sábado (13/11) um acordo para tentar garantir o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
Mas, além dos acordos e das oportunidades de fotos, o que na prática os países precisam fazer para enfrentar as mudanças climáticas?
1. MANTER OS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS NO SOLO
A queima de combustíveis fósseis como petróleo, gás e, especialmente, carvão, libera dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, retendo o calor e elevando as temperaturas globais.
É uma questão que deve ser enfrentada a nível governamental para que o aumento da temperatura seja limitado a 1,5ºC — nível considerado como porta de entrada para mudanças climáticas perigosas.
No entanto, muitos dos principais países dependentes do carvão — como Austrália, Estados Unidos, China e Índia — se recusaram a assinar um acordo na conferência com o objetivo de eliminar progressivamente a fonte de energia nas próximas décadas.
2. REDUZIR AS EMISSÕES DE METANO
Um relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU) sugeriu que a redução das emissões de metano poderia dar uma contribuição importante para combater a emergência planetária.
Uma quantidade significativa de metano é liberada a partir do chamado flaring — a queima de gás natural durante a extração de petróleo — e pode ser interrompida com soluções técnicas.
Encontrar maneiras melhores de descartar o lixo também é importante, porque os aterros sanitários são outra grande fonte de metano.
Na COP26, quase 100 países concordaram em reduzir as emissões de metano, em um acordo liderado pelos EUA e pela União Europeia. O Global Methane Pledge visa limitar as emissões de metano em 30% em comparação com os níveis de 2020.
3. MUDAR PARA ENERGIA RENOVÁVEL
A geração de eletricidade e calor contribui mais para as emissões globais do que qualquer setor econômico.
Transformar o sistema global de energia, hoje dependente de combustíveis fósseis, em um dominado por tecnologia limpa — processo conhecido como descarbonização — é fundamental para atingir os objetivos climáticos atuais.
As energias eólica e solar vão precisar dominar a matriz energética até 2050 se os países quiserem cumprir suas metas de emissão líquida zero.
Há desafios, no entanto.
Menos vento significa menos eletricidade gerada, mas uma melhor tecnologia de bateria poderia nos ajudar a armazenar energia excedente de fontes renováveis, pronta para ser liberada quando necessário.
Para saber quais as outras quatro medidas acesse a Folha de S. Paulo
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