
16/12/2021
O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, falou na terça-feira (14) sobre os dados de desmatamento na Amazônia em novembro. Em comparação com o mesmo mês em outros anos, esse é o menor número da série histórica: 249,49 km².
No entanto, o acumulado do ano (até novembro) já é o terceiro maior, perdendo para os dois anos anteriores do governo Bolsonaro.
De janeiro a novembro deste ano, o acumulado de alertas é de 8.131 km². Em 2020, o número de alertas no período de janeiro a dezembro foi de 8.417 km². Já em 2019, o acumulado anual foi o maior da série: 9.177 km².
“Houve uma queda de 19,5% em relação ao mesmo período de 2020. Novembro de 2021 foi o menor número da série histórica. É um número importante, que reflete a integração do ministério da Justiça, integração com Ibama, ICMBIO, Força Nacional, Polícia Federal”, disse Joaquim Leite.
Ele também citou que os números de agosto, setembro, outubro e novembro de 2021 representam “uma redução a 2020 de 12%, especialmente em novembro”.
Entretanto, apesar da “redução”, os alertas de desmatamento nos outros três meses foram altos:
* Em agosto, a Amazônia Legal teve uma área de 1.168 km² sob alerta de desmatamento – atrás de 2019 (2.277 km²), 2020 (1.664 km²) e 2016 (1.392 km²).
* Em setembro, a Amazônia Legal teve o segundo pior mês da série histórica (985 km²), atrás apenas de 2019 (1.454 km²).
* Em outubro, novo recorde para a série: 877 km². Uma alta de 5% em relação a 2020.
Para Rômulo Batista, porta-voz da campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil, a diminuição registrada em novembro é importante, mas foi pontual e não há motivos para comemorar.
"É um fato pontual que não foi causado por nenhum ato do atual governo. O que temos é a omissão completa no campo ambiental que nos conduziu até aqui, com três anos de taxas de desmatamento recordes acima de 10 mil km², uma epidemia de garimpos ilegais e invasão de terras públicas, unidades de conservação e terras indígenas, tudo isso com a conivência e aprovação do palácio da Alvorada", disse Batista.
Números do relatório anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), divulgados em novembro, apontaram que a área desmatada na Amazônia foi de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021 - alta de 22%, se compararmos com os números do relatório anterior: 10.851 km² entre agosto de 2019 e julho de 2020.
É a maior área desde 2006, quando o Prodes apontou 14.286 km² desmatados. A maior taxa na série histórica foi registrada em 2004, quando 27 mil km² de área desmatada foram registradas pelo sistema.
O Prodes é considerado o monitoramento mais preciso para medir as taxas anuais. Ele é diferente do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais e já sinalizava tendência de aumento da devastação.
Termine de ler esta matéria acessando o g1
Arara-azul e outras espécies ameaçadas são resgatadas em operação da PF contra tráfico de animais silvestres em Niterói; vídeo
16/07/2026
Horta hidropônica vira aula de química a céu aberto
16/07/2026
Antes de extração, projeto de petróleo na costa amazônica gera expansão de invasões
16/07/2026
Fundo de Catástrofes amplia apoio às vítimas das chuvas
16/07/2026
Energia solar protege água em canais da Califórnia
16/07/2026
Salton, o maior lago da Califórnia, está encolhendo
16/07/2026
