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Trecho da orla de Camboinhas, em Niterói, destruído por ressaca em 2016 passará por obras de contenção

11/01/2022

Parte da orla de Camboinhas destruída após uma ressaca que atingiu o litoral da cidade em 2016 vai receber obras de contenção. A prefeitura anunciou que iniciará nos próximos dias a construção de nova estrutura costeira do lado direito da praia, que sofre com o impacto das ondas sempre que o mar está mais agitado. A Coordenadoria de Gestão de Praias da cidade, responsável pelo acompanhamento da obra, diz que ainda este semestre será realizada uma audiência pública que discutirá novas diretrizes para a gestão das praias de Niterói.
A Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) realizou um estudo técnico para elaboração do projeto de contenção em Camboinhas. De acordo com a prefeitura, será feito um muro de gabião de 270 metros, que tem baixo impacto ambiental, é drenante e permeável e auxilia na redução da velocidade da água. O muro é uma estrutura feita com pedras em uma espécie de gaiola metálica produzida para resistir às intempéries por um longo período de tempo sem oxidar. Também será construída uma nova escada de acesso, e a restinga comum do local será replantada. O município investirá R$ 10,5 milhões na obra, que tem prazo de seis meses para ficar pronta.
Leandro Magaldi, gestor de praias da cidade, diz que a partir da audiência pública ainda a ser agendada será elaborado um plano de gestão integrada para normatizar a administração das praias, com a participação do estado, da União e do município. Segundo ele, serão realizadas ainda oficinas com quiosqueiros, sociedade civil, empresários e ambientalistas.
— Niterói assinou em 2017 um termo de adesão à Gestão de Orla. Com isso, o município passou a ter competência para administrar as praias da União, respeitando as diretrizes e legislações em âmbito federal e municipal, incluindo solo e proteção ao meio ambiente. Já estamos trabalhando nisso. Com a audiência pública, saberemos o que a população espera e como podemos adequar essa gestão em vários aspectos. Paralelamente, vamos monitorando toda a orla — explica.
A permissionária do quiosque número 1 de Camboinhas, Marinete Pimentel, que há 27 anos trabalha no local, conta que ansiava pela obra. Para ela, a contenção dará mais segurança aos frequentadores da praia.
— Estávamos aguardando essa reforma, que será muito importante não só para os quiosqueiros, mas também para os turistas e moradores. Sabemos que não é uma obra fácil, pois aqui contamos com a ação do mar e as constantes ressacas. O importante é que será feita — diz, aliviada.
Durante a ressaca que atingiu o litoral da cidade em 2016, parte da orla de Piratininga também foi destruída, e um dos quiosques segue interditado até hoje. A prefeitura ainda não anunciou a previsão de reparo para aquele local.

Fonte: O Globo

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