
30/06/2022
Pescadores que atuam na Baía de Guanabara sobrevivem com a ajuda da coleta de lixo por causa dos detritos que são lançados nas águas. Para alguns profissionais, encontrar peixes é uma raridade.
O projeto “Pescando Lixo” do Instituto BVRio, recicla o lixo ou encaminha para o aterro sanitário de Seropédica, na Baixada Fluminense. A coleta acontece duas vezes por semana. Dez barcos saem com dois pescadores cada. Eles coletam mais de 100 kg de lixo cada um.
“Quando veio a proposta, nós abraçamos para o pescador ter uma renda. Para poder levar o pão de cada dia. Muitos estão perdendo a vergonha de trazer o lixo. Eles estão dando importância que é trazer o lixo que está no mar para a terra para dar o destino correto”, disse Wilson Rodrigues, presidente da Colônia de Pescadores Z-10.
Wilson pede mais consciência ambiental e destaca que o projeto não substitui a necessidade de que os resíduos sejam destinados no local correto.
A Baía de Guanabara é formada por 35 rios e 53 praias, que recebem 98 toneladas de lixo por dia, segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.
“A gente usa um aplicativo para registrar tudo o que é coletado. Em um primeiro momento eles separam por tipo de material e a gente pesa item a item. Depois, o material que pode ser reciclado, a gente tem uma parceria com uma cooperativa que pega esse material e volta, introduz novamente na cadeia. Principalmente o plástico, ferro e chinelos”, disse Pedro Succar, do Instituto BVRio.
Termine de ler a matéria acessando o g1
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