
05/07/2022
Colhe, corta, seca, pinta, vai para o tear: esse é o dia a dia dos 17 associados que compõem a Banarte, que transforma a fibra da bananeira em artesanato. O grupo é formado majoritariamente por mulheres.
Há mais de 20 anos em funcionamento, a Banarte tem como objetivo gerar renda, além de dar um fim sustentável ao caule considerado um resíduo da plantação de bananas. A fibra é obtida do tronco da bananeira e como o cultivo só dá frutos uma vez, o pé morre após a colheita.
O grupo é de Miracatu , cidade paulista que faz parte do Vale da Ribeira, região de grande importância na produção de bananas no Brasil.
A presidente da Banarte, Léia Alves, se mudou de São Paulo para Miracatu em 2012, após a mãe ser diagnosticada com depressão devido ao falecimento de seu pai. Acostumada com o movimento da rua Santa Efigênia, um dos polos comerciais da capital paulista, Léia viu na Banarte uma oportunidade de se ocupar e de poder trabalhar tendo um filho ainda pequeno na época.
Eva José dos Santos também escolheu Miracatu e acabou se deparando com o artesanato. Ela veio da Bahia acompanhando o marido na busca por emprego.
Primeiro, foi boiadeira, cuidando do gado no pasto. Em 2002 conheceu a Banarte e identificou uma oportunidade de aprender um novo ofício. Lá, se apaixonou e hoje não se vê fazendo outra coisa, sendo hoje, inclusive, professora dos cursos da associação.
Além dos 17 membros, a Banarte conta também com outras 30 pessoas, que auxiliam na colheita das fibras e que praticam o artesanato das próprias fazendas.
Fonte: g1
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