UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Após mais de uma década, Oeste Paulista regride e registra desmatamento de grande área de Mata Atlântica, indica pesquisa

02/08/2022

Desde 2008, o Oeste Paulista não registra desmatamentos de áreas maiores de 20 hectares. Contudo, após mais de 12 anos, houve uma regressão com a detecção de quase 36 hectares de degradação em Sandovalina (SP) pelo Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, e disponibilizado na plataforma “Aqui Tem Mata?”.
O levantamento da fundação refere-se ao período entre outubro de 2020 e outubro de 2021, e foi divulgado neste mês de julho.
De acordo com os dados disponíveis na plataforma "Aqui Tem Mata?" e verificados pelo g1, o último ano em que Sandovalina registrou desmatamento foi 2005, com 13 hectares degradados. A partir de 2008, não havia sido constatada degradação de tal magnitude na cidade.
Já no Oeste Paulista, os registros de desmatamento de maior magnitude ocorreram em 2005 e em 2008. Veja:

⇨71 hectares, em Marabá Paulista (SP) (2005)
⇨ 61 hectares, em Mirante do Paranapanema (SP) (2005)
⇨ 20 hectares, em Rosana (SP) (2005)
⇨ 28 hectares, em Dracena (SP) (2008)

A região de Presidente Prudente (SP) não tem desmatamento sistemático. “O que tem é um ou outro desmatamento isolado, que a gente detectou”, disse ao g1 o diretor da SOS Mata Atlântica e responsável pelo atlas, Luís Fernando Guedes Pinto.
Conforme avaliou o diretor, a área desmatada em Sandovalina está em uma região canavieira. “A gente não sabe o que veio no lugar, mas é uma região dominada por cana-de-açúcar”, disse.
Sobre os procedimentos adotados após a detecção de desmatamento, Pinto explicou que “a SOS Mata Atlântica disponibiliza esses dados para as autoridades públicas para que elas prestem conta em relação a esses desmatamentos, se eles foram legalizados ou se são ilegais e devem ser punidos”.
O diretor salientou que a fundação não costuma saber a motivação dos desmatamentos. “Nosso papel é detectar o desmatamento e informar à sociedade e à autoridade que ele existiu”, destacou.
A partir dessa constatação, a SOS Mata Atlântica comunica as autoridades competentes – como secretarias de Meio Ambiente, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Ministério Público – de que ocorreu a degradação e a localização.
“Cabe as autoridades tomarem as medidas para saber qual foi o motivo, se aquilo foi punido ou não foi, as consequências, se é necessário recuperar”, comentou ao g1.
O desmatamento no Estado de São Paulo aumentou em 43% nessa edição do atlas. Foi um total de 311 hectares desmatados, contra 218 hectares no levantamento anterior.
“É um aumento importante, mas também é importante ter em mente que a área total desmatada é relativamente pequena em relação a outros estados. Os campeões de desmatamento são Minas Gerais, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul. Minas Gerais teve 9 mil hectares de desmatamento, Paraná teve mais de 3 mil hectares, São Paulo teve 311, é uma área relativamente pequena, mas importante, e também não deveria acontecer”, ressaltou ao g1.

Termine de ler esta matéria acessando o g1

Novidades

MPF pede R$ 10 milhões de indenização ambiental por danos causados durante a queda do helicóptero na Vista Chinesa

20/10/2026

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra a empresa Voos Rio Panor...

Ex-ministros fazem manifesto em defesa das unidades de conservação ambiental do Brasil

20/10/2026

Um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente e ex-presidentes do Instituto Chico Mendes de Conservação ...

Passeio Público ganha movimento com samba e feira aos domingos, mas enfrenta problemas de conservação e segurança

20/10/2026

Tem samba, tem feira e tem carioca redescobrindo o Passeio Público. Mas o parque ainda não parece pr...

Correios passam a coletar eletroeletrônicos gratuitamente

20/10/2026

Quem tem itens como celulares velhos, cabos e fones de ouvido quebrados esquecidos na gaveta chegou ...

De local de tiro a santuário, arquipélago de Alcatrazes (SP) renasce dez anos após decreto

20/10/2026

Em vez do barulho dos tiros, há o tamborilar de fragatas macho, com seus papos vermelhos inchados co...