
02/08/2022
Uma baleia-franca com seu filhote foram vistas nadando nesta sexta-feira próximas a Praia Vermelha do Sul, em Ubatuba, no litoral paulista. Os animais estavam descansando, em comportamento de amamentação e cuidados, de acordo com o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, que localizou os cetáceos.
"Foi possível acompanhá-las por um período e ver que mãe e filhote estão bem e precisando apenas de descanso para em breve seguir viagem", informou o instituto.
O espécime adulto avistado em Ubatuba é monitorado pelo projeto ProFRANCA, do Instituto Australis, há 16 anos. Esta baleia, catalogada com o número B429, foi batizada com o nome de Zimba.
— Nossa conhecida desse 2006, já esteve várias vezes no Brasil! É uma baleia muito especial para nós, pois é a mascote do nosso projeto, o ProFRANCA. Este ano já foi avistada em Macaé (RJ), dia 29 de junho, há um mês, e está sendo muito lindo acompanhá-la pela região sudeste, com o quarto filhote registrado no Brasil — afirmou Karina Groch, diretora de pesquisa do projeto.
Zimba foi avistada por uma equipe de campo do Instituto Argonauta que, a princípio, suspeitou que os animais estavam enrolados em redes de pesca. Mas após aproximação foi verificado que a dupla estava bem. "As baleias-francas tem uma natação mais discreta e lenta, sem os saltos e batimento de nadadeiras tão visíveis quanto as Jubartes, o que leva muitas pessoas a acharem que estão com problema e não conseguindo se deslocar", explica o instituto.
— Por serem animais lentos e frequentes em áreas costeiras, as baleias-franca já foram alvo de caçadores, o que resultou na quase extinção da espécie. Atualmente não são mais consideradas como animais ameaçados, e considerados como de menor preocupação pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês) — afirma o oceanógrafo, Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta.
Nesta quarta-feira, uma baleia-jubarte de sete metros de comprimento foi encontrada morta, também em Ubatuba. A carcaça do animal estava boiando entre a Ilha Anchieta e a Ilha das Palmas.
O Instituto Argonauta, ligado ao aquário de Ubatuba, fez o resgate do animal, identificado como um macho da espécie Megaptera novaeangliae.
O cadáver da baleia estava preso a uma rede de emalhar, uma técnica de pesca, que tinha cerca de 50 metros de comprimento.
Na rede ainda foram encontrados outros animais como cações, uma corvina e um caranguejo-relógio.
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