
16/08/2022
A aplicação de painéis solares nas águas é uma forma cada vez mais comum de potencializar a geração de energia renovável. Na Holanda, uma empresa chamada SolarDuck desenvolveu um “tapete solar” para gerar energia em pleno alto mar. Uma possibilidade que ainda enfrenta muitos desafios técnicos, além de ser muito onerosa.
Geralmente, usinas solares flutuantes são combinadas com outros modos de produção energética e este é o caso da empresa SolarDuck, que vai testar seu sistema na costa da Bélgica e também integrado entre turbinas eólicas na Holanda – em ambos casos no mar do Norte.
Construir uma fazenda solar flutuante que suporte condições climáticas pesadas, seja resistente à água, ventos fortes, exija pouca manutenção e seja durável em um ambiente corrosivo é um grande desafio.
A solução da SolarDuck é criar um usina solar em design triangular, projetado para flutuar vários metros acima da água. Desta forma, o módulo balança com as ondas “como um tapete”. Esta particularidade deve ajudar a instalação a manter seus componentes elétricos críticos secos, limpos e estáveis.
“A necessidade de energia segura, sustentável e acessível exige respostas novas e imediatas da indústria na Europa e também globalmente. O SolarDuck faz parte dessa resposta, trazendo a energia solar para sua próxima fronteira: os oceanos. A apresentação da tecnologia robusta nas condições adversas do mar do Norte nos permitirá implantar a tecnologia praticamente em qualquer lugar do mundo”, afirma Koen Burgers, CEO da SolarDuck.
O modelo ganhou a primeira certificação do mundo para energia solar flutuante offshore da organização Bureau Veritas.
O ambiente aquático, apesar dos desafios, também traz vantagens. É uma forma de otimizar o espaço das águas para geração de energia, economizando o uso de solo. Além disso, os painéis solares ajudam a reduzir a perda de água por evaporação, sobretudo quando instalados em barragens hidrelétricas.
Outros benefícios de instalar painéis na superfície da água está o fato de reduzir o calor dos painéis, tornando-os mais eficientes, e ajudar a conter a proliferação de algas.
A instalação do tapete solar na costa de Ostende, na Bélgica, deverá ser capaz de produzir 0,5 megawatt-hora no pico de produção. Será o primeiro piloto offshore da companhia. Após a experiência no mar, a desenvolvedora espera obter aprendizados que permitam a comercialização mais rápida da tecnologia a partir de 2023.
Fonte: Ciclo Vivo
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