UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
A misteriosa morte em massa de peixes na fronteira alemã

23/08/2022

Especialistas estão quebrando a cabeça para entender as causas da morte de milhares de peixes no rio Oder, na fronteira da Alemanha com a Polônia.
Tudo começou há duas semanas, quando pescadores poloneses relataram ter removido toneladas de peixe morto da água. Desde então, as autoridades do país do Leste Europeu informam que esse número chegou a quase 100 toneladas. No lado alemão, a estimativa é de remoção de outras 36 toneladas.
À época em que os primeiros relatos surgiram, autoridades polonesas detectaram uma substância tóxica em dois pontos do rio Oder. A princípio, acreditaram que seria mesitileno – hipótese logo descartada, já que novos testes não encontraram traços do composto químico.
O governo da Polônia também chegou a afirmar que a culpa poderia ser de um despejo ilegal de produtos químicos no rio, e ofereceu uma recompensa por informações.
Outra hipótese investigada foi a presença de mercúrio nas águas, mas os testes não encontraram nem esse, nem qualquer outro metal pesado nas amostras. A única anormalidade detectada foi o alto nível de salinidade da água.
A ministra polonesa do Meio Ambiente, Anna Moskwa, anunciou na quinta-feira (18/08) que testes de laboratório apontaram a presença de uma alga tóxica no Oder. A descoberta pode ser a peça que faltava no quebra-cabeça para entender as causas do desastre, mas suscita outra questão misteriosa – a de como essa alga conseguiu se multiplicar tão rapidamente.
Segundo Moskwa, a alga dourada é um microorganismo raro que pode levar ao surgimento de toxinas letais para peixes e moluscos. Esse tipo de alga, contudo, é inofensivo para humanos.
O termo alga dourada é uma denominação comum a um grupo de várias espécies de algas, mas no caso do Oder faz referência a uma espécie específica, a Prymnesium parvum. Ela é conhecida justamente por produzir diversas toxinas nocivas a seres vivos que respiram por guelras – que é o caso dos peixes, moluscos, lagostins e também alguns tipos de anfíbios e plânctons.
Os altos níveis de sais, sulfato e cloreto têm grande nfluência na distribuição de algas douradas e seu florescimento em água doce. O fenômeno pode estar associado às mudanças climáticas, já que temperaturas mais elevadas levam a um maior nível de evaporação dos rios, tornando-os mais salinos.
Geralmente a Prymnesium parvum pode ser encontrada na foz do rio, onde a água salgada do mar se mistura à água doce. Em condições normais, essa alga não conseguiria se multiplicar da forma que ocorreu no Oder.
O desastre ocorre em meio a um dos verões mais secos que já se abateu sobre a Alemanha, com os níveis dos rios em queda em todo o país.
Autoridades alemãs alertaram os moradores a não entrar em contato com a água e mantê-la longe de animais domésticos e de criação.
Alemanha e Polônia criaram uma força-tarefa conjunta para investigar o caso.

Fonte: g1

Novidades

MPF pede R$ 10 milhões de indenização ambiental por danos causados durante a queda do helicóptero na Vista Chinesa

20/10/2026

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra a empresa Voos Rio Panor...

Ex-ministros fazem manifesto em defesa das unidades de conservação ambiental do Brasil

20/10/2026

Um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente e ex-presidentes do Instituto Chico Mendes de Conservação ...

Passeio Público ganha movimento com samba e feira aos domingos, mas enfrenta problemas de conservação e segurança

20/10/2026

Tem samba, tem feira e tem carioca redescobrindo o Passeio Público. Mas o parque ainda não parece pr...

Correios passam a coletar eletroeletrônicos gratuitamente

20/10/2026

Quem tem itens como celulares velhos, cabos e fones de ouvido quebrados esquecidos na gaveta chegou ...

De local de tiro a santuário, arquipélago de Alcatrazes (SP) renasce dez anos após decreto

20/10/2026

Em vez do barulho dos tiros, há o tamborilar de fragatas macho, com seus papos vermelhos inchados co...