
15/09/2022
O bilionário fundador da varejista de moda Patagonia anunciou que doou sua empresa para um fundo de caridade.
Yvon Chouinard afirmou que, sob a nova estrutura patrimonial, qualquer lucro não reinvestido na administração do negócio seria destinado ao combate às mudanças climáticas.
Isso equivalerá a cerca de US$ 100 milhões por ano, segundo ele, dependendo da saúde financeira da empresa.
A Patagonia — avaliada em US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15,5 bilhões), segundo o jornal americano New York Times — vende roupas para trilhas e outras atividades ao ar livre em mais de 10 países.
Fundada em 1973, sua receita estimada foi de US$ 1,5 bilhão neste ano, enquanto o patrimônio líquido de Chouinard é avaliado em US$ 1,2 bilhão.
"Apesar de sua imensidão, os recursos da Terra não são infinitos, e está claro que ultrapassamos seus limites", disse o empresário sobre sua decisão.
"Em vez de extrair valor da natureza e transformar isso em riqueza, estamos usando a riqueza que a Patagonia cria para proteger a fonte."
A empresa californiana já estava doando 1% de seus lucros anuais para ativistas de base comprometidos com práticas sustentáveis. Mas em uma carta aberta aos clientes, o empresário disse que queria fazer mais.
Ele contou que inicialmente considerou vender a Patagonia e doar o dinheiro para caridade, ou abrir o capital da empresa.
Mas explicou que ambas as opções significariam abrir mão do controle do negócio.
"Mesmo empresas públicas com boas intenções estão sob muita pressão para gerar ganhos de curto prazo em detrimento da vitalidade e responsabilidade de longo prazo", afirmou.
Em vez disso, a família Chouinard transferiu toda a propriedade para duas novas entidades. A Patagonia Purpose Trust, liderada pela família, continua sendo a acionista controladora da empresa, mas possuirá apenas 2% do seu total de ações, segundo Chouinard.
E vai nortear a filantropia da Holdfast Collective, uma instituição de caridade americana "dedicada a combater a crise ambiental", que agora possui todas as ações sem direito a voto — cerca de 98% da empresa.
"A cada ano, o dinheiro que ganhamos após o reinvestimento no negócio será distribuído como dividendo para ajudar a combater a crise", explicou Chouinard.
Se quiser saber quais foram as outras pessoas que doaram suas fortunas, acesse o g1
De local de tiro a santuário, arquipélago de Alcatrazes (SP) renasce dez anos após decreto
20/10/2026
Bagaço de cana dá origem a geis para limpar obras de arte
20/10/2026
De volta à natureza: aves, jabutis, ouriços e macacos vítimas de caça e maus-tratos são soltos no ES
20/10/2026
Ecoparques dão nova vida aos resíduos e reduzem emissões
20/10/2026
O rio cristalino que nasce de águas subterrâneas e atrai turistas de todo o mundo para MS
20/10/2026
Pesquisadores descobrem perereca-de-vidro inédita no Cerrado
20/10/2026
