
04/10/2022
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) confirmou na tarde desta segunda-feira (3) o segundo óbito por varíola dos macacos (monkeypox) no estado do Rio de Janeiro. O paciente é um homem de 31 anos de Mesquita, na Baixada Fluminense. A primeira morte, a de um paciente de Campos, tinha sido confirmada em agosto.
Ele estava internado no Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião (IEISS), na capital fluminense. O homem apresentava baixa imunidade e comorbidades, que agravaram o quadro da doença. O paciente foi internado em 31 de agosto no Instituto Nacional de Infectologia (Fiocruz) e transferido, em 2 de setembro, para o IEISS. Entre 31 de agosto e 13 de setembro, o paciente recebeu tratamento com o medicamento experimental tecovirimat e foi observada melhora parcial das lesões. No entanto, no último sábado (1), ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
A SES-RJ informa ainda que, até esta segunda-feira (03), 1.064 casos confirmados de monkeypox e 123 prováveis foram registrados no estado. Outros 384 casos suspeitos seguem em investigação e 2.043 foram descartados.
Os casos suspeitos são aqueles em que os pacientes, de qualquer idade, apresentam início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva para monkeypox única ou múltipla, em qualquer parte do corpo.
Também podem apresentar edema nos órgãos genitais, podendo estar associada a outros sinais e sintomas. Os casos prováveis são aqueles em que o paciente apresenta um ou mais dos critérios listados como exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória, ou contato físico direto com parcerias múltiplas e/ou desconhecidas nos 21 dias anteriores ao início dos sinais; contato com materiais contaminados, como roupas de cama e banho ou utensílios pessoais de um caso provável ou confirmado de monkeypox e trabalhadores da saúde sem uso adequado de equipamentos de proteção individual que tiveram contato com caso provável ou confirmado de monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.
"Importante lembrar que, embora a doença tenha sido identificada pela primeira vez em macacos, o surto atual não tem relação com esses animais", diz a SES.
Fonte: g1
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