UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Lagos estão menos azuis em razão das mudanças climáticas, conclui estudo

06/10/2022

Sabemos que as mudanças climáticas têm mudado a natureza, mas o que um novo estudo científico descobriu é que até as cores dos lagos estão sendo comprometidas. Se o aquecimento global persistir, é provável que belas paisagens azuis corram o risco de tornarem-se verde-marrom ao longo do tempo.
A pesquisa — publicada na revista Geophysical Research Letters e feita com colaboração de diversas universidades estadunidenses — apresenta o primeiro inventário global da cor dos lagos e compila os fatores que podem influenciar na sua tonalidade.
Embora já se saiba que substâncias como algas e sedimentos podem afetar a cor dos lagos, o novo estudo descobriu que temperatura do ar, precipitação, profundidade e elevação do lago também desempenham papéis importantes nessa definição.
De acordo com os pesquisadores, os lagos azuis representam menos de um terço dos lagos do mundo, tendem a ser mais profundos e encontrados em regiões frias e de alta altitude. Já os lagos amarronzados representam 69% dos lagos e estão em regiões mais secas, interiores continentais e ao longo de costas.
Para fazer essa determinação, foram usadas 5,14 milhões de imagens de satélites de 85.360 lagos, captadas entre 2013 e 2020. Os resultados podem ser explorados por meio de um mapa interativo, que mostra os lagos ao redor do mundo e suas respectivas cores.
Outro agente de modificação das tonalidades explorado pela pesquisa é o aquecimento global. O estudo conclui que o aumento da temperatura pode diminuir a porcentagem de lagos azuis. “A água mais quente, que produz mais florações de algas, tenderá a mudar os lagos para cores verdes”, diz Catherine O’Reilly, ecologista aquática da Universidade Estadual de Illinois, em comunicado.
A proliferação de algas também pode atrapalhar o uso para pesca, sustento ou abastecimento de água potável. “Pode haver períodos em que a água não é utilizável e as espécies de peixes podem não estar presentes, então não obteremos os mesmos serviços ecossistêmicos desses lagos quando eles mudarem de azul para verde”, afirma O’Reilly.
Por fim, os pesquisadores também chamam atenção para como as mudanças na cor da água podem ter implicações culturais e recreativas em locais onde os lagos são predominantes e muito usados pelas populações locais. “Ninguém quer nadar em um lago verde. Alguns dos lagos que sempre consideramos refúgios ou lugares espirituais podem estar desaparecendo à medida que a cor muda”, lamenta a pesquisadora norte-americana.

Fonte: Um Só Planeta

Novidades

Helicóptero lança ´chuva´ com 4 toneladas de sementes para reflorestar área de Mata Atlântica e recuperar palmeira ameaçada no ES

13/10/2026

Cerca de quatro toneladas de sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) foram lançadas de um helic...

Desmatamento cai 30% no cerrado e sobe 9% na amazônia em setembro

13/10/2026

Os índices de desmatamento caíram no cerrado e subiram na amazônia em setembro. A área sob alerta na...

Queimadas quase quadruplicam no Amazonas, e Manaus fica sob fumaça; entenda o cenário

13/10/2026

Manaus amanheceu nesta sexta-feira (9) mais uma vez coberta de fumaça. A Defesa Civil disparou um al...

FAB envia aviões para ajudar no combate a queimadas no Amazonas

13/10/2026

A FAB (Força Aérea Brasileira) vai enviar dois aviões para ajudar no combate aos incêndios florestai...

Manaus atinge níveis graves de poluição por fumaça de queimadas

13/10/2026

A qualidade do ar em Manaus chegou a níveis graves para a população e fez a Defesa Civil disparar al...