
10/11/2022
Um repelente natural à base de óleo de coco foi desenvolvido por alunos dos cursos de Química (Licenciatura, Bacharelado e Petróleo) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O produto nasceu dentro da miniempresa Repeleste, criada pelos estudantes a partir da união da palavra “repelente” com a expressão “eita peste”, muito usada na região Nordeste.
A Repeleste nasceu em meio a um surto de dengue, chikungunya e zika no Brasil que registrava um aumento expressivo de casos entre janeiro e abril de 2022. Daí surgiu a ideia de criar um repelente vegano e orgânico em substituição aos produtos sintéticos normalmente vendidos.
Na composição do Repeleste é utilizado óleo de coco sem cheiro, responsável pela hidratação da pele, e óleos essenciais responsáveis pela repelência e fragrância. O produto também tem a proposta de ser economicamente acessível e não prejudicar o meio ambiente.
“Após alguns protótipos, desenvolvemos duas linhas de produção diferentes utilizando uma mistura de óleos essenciais orgânicos, como cravo da índia, citronela, eucalipto, lavanda e gerânios. Tudo sustentável e não testado em animais” ressalta a professora Pollyana Souza Castro, do Instituto de Química.
Pollyana faz comparação com alguns produtos encontrados no mercado que podem afetar o meio ambiente e o clima pelo uso de recursos não renováveis e a emissão de gases e agentes poluentes.
“O incentivo à ‘compra verde’ é uma das formas de minimizar esse impacto ambiental dos produtos e alcançar a sustentabilidade. Dessa forma, as pesquisas sobre Química Verde, Marketing Verde e Comportamento de Compra Verde foram fundamentais para a escolha do produto”, ressalta.
A iniciativa foi selecionada para participar da décima sétima edição do COY (Company of The Year), a competição anual de miniempresas realizado pela Junior Achievement Americas que em 2022 acontecerá durante o Fórum Internacional de Empreendedores (FIE), na Guatemala, entre os dias 4 e 9 de dezembro. O evento, realizado há 24 anos, reúne 250 estudantes de todo mundo e já impactou a vida de mais de cinco mil adolescentes.
“Eles buscam fornecer ferramentas educacionais, a fim de incentivar o empreendedorismo com o objetivo de formar líderes por meio de uma experiência de aprendizagem aplicada que demonstram o domínio de competências e habilidades do mundo real de uma empresa”, explica Brenda Santos, diretora de Operações da Junior Achievement Brasil.
O evento irá financiar hospedagem, alimentação e translado na Guatemala para o professor responsável pelo projeto e mais três alunos participantes do programa.
Fonte: Ciclo Vivo
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