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Material magnético absorve microplásticos da água em 1 hora

13/12/2022

Pesquisadores da RMIT University, na Austrália, desenvolveram um material absorvente, em forma de pó, capaz de remover microplásticos da água. Segundo a pesquisa, os métodos atualmente existentes podem levar dias para remover os microplásticos da água, enquanto a nova invenção barata e sustentável alcança melhores resultados em apenas uma hora.
Segundo Nicky Eshtiaghi, pesquisador principal, o método remove microplásticos 1.000 vezes menores do que os atualmente detectáveis pelas estações de tratamento de águas residuais existentes.
Os pesquisadores testaram com sucesso os adsorventes no laboratório e planejam se envolver com a indústria para desenvolver ainda mais a inovação para remover microplásticos dos cursos d’água.
“A estrutura de nanopilares que projetamos para remover essa poluição, impossível de ver, mas muito prejudicial ao meio ambiente, é reciclada a partir de resíduos e pode ser usada várias vezes”, disse Eshtiaghi, da Escola de Engenharia. “Esta é uma grande vitória para o meio ambiente e a economia circular”, completou.
Os pesquisadores desenvolveram um adsorvente usando nanomateriais que podem ser misturados à água para atrair microplásticos e poluentes dissolvidos.
Muhammad Haris, o primeiro autor e doutorando da Escola de Engenharia, disse que os nanomateriais continham ferro, o que permitiu à equipe usar ímãs para separar facilmente os microplásticos e poluentes da água. “Todo esse processo leva uma hora, em comparação com outras invenções que levam dias”, disse ele.
O pesquisador co-líder, Nasir Mahmood, disse que o material estruturado em nanopilares foi projetado para atrair microplásticos sem criar poluentes secundários ou pegadas de carbono. “O adsorvente é preparado com propriedades de superfície especiais para que possa remover de forma eficaz e simultânea os microplásticos e os poluentes dissolvidos da água”, disse Mahmood, da Escola de Ciências.
“Microplásticos menores que 5 milímetros, que podem levar até 450 anos para se degradar, não são detectáveis e removíveis por meio de sistemas de tratamento convencionais, resultando em milhões de toneladas lançadas no mar todos os anos. Isso não é apenas prejudicial para a vida aquática, mas também tem impactos negativos significativos na saúde humana”.

Fonte: Ciclo Vivo

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