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Chico, Juçara, Nadi, Nanã e Raoni são os nomes escolhidos para batizar onças-pintadas da Mata Atlântica paulista

13/12/2022

A Fundação Florestal do Estado de São Paulo (FF) divulgou, na sexta-feira (9), o resultado da enquete nas redes sociais para escolher os nomes de onças-pintadas que vivem no bioma da Mata Atlântica no Estado de São Paulo, incluindo o Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP).
A enquete foi realizada durante dez dias e contou, no total, com mais de 700 votos.
Os vencedores são:

✓ Chico (macho) - 36%;
✓ Juçara (fêmea) - 32%;
✓ Nadi (fêmea) - 30%;
✓ Nanã (fêmea) - 35,2%; e
✓ Raoni (macho) - 35%.

A bióloga e pesquisadora científica Andréa Soares Pires conversou com o g1 e explicou que a escolha das onças participantes da enquete foi feita a partir das câmeras de monitoramento instaladas na reserva ambiental.
“Elas foram escolhidas do projeto de monitoramento. Existe um trabalho sendo feito no Vale do Ribeira há alguns anos, com o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e com o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], mas, para o Estado de São Paulo, a gente não tinha nada ainda. Então, quando a gente começou a fazer o monitoramento em 2021, de cara apareceram sete onças aqui no Morro. A gente precisa de nomes para identificar as onças, e aí a gente pensou: ‘Por que não disponibilizar [a enquete] para toda a população poder participar e entender a importância da onça-pintada?’. Porque, quando você dá nome, ela faz parte da sua vida, é legal isso”, comentou ao g1 a bióloga.
Segundo a pesquisadora, a enquete incluiu a participação de animais dos parques estaduais do Morro do Diabo e da Serra do Mar.
Sobre as alternativas de nomes, Andréa disse que foi um processo de escolha que envolveu muitas pessoas e sugestões.
“A gente recebeu uma enxurrada de nomes de sugestões. Então, a gente fez uma enquete, dentro da Secretaria de Meio Ambiente, na própria Fundação Florestal, com todos os funcionários, que são mais de 300, e escolhemos cinco [nomes] para cada um. Nós trabalhamos com o pessoal de uma aldeia indígena em Ubatuba [SP], que também faz monitoramento junto com a gente, eles fizeram uma votação, e saiu um nome para cada onça”, detalhou Andréa ao g1.
Segundo a bióloga, as câmeras de monitoramento, que registraram as imagens das cinco onças que foram nomeadas, são fundamentais para a proteção dos animais.
“Apesar de no Estado de São Paulo estar criticamente ameaçada [a espécie], aqui no Morro do Diabo, por ser uma unidade de conservação, tem fiscalização com o pessoal da Polícia Ambiental, da segurança do parque, que estão aqui para proteger os animais nas matas. Então, aqui, ela está conservada”, salientou.
“A maior ameaça é a rodovia [Arlindo Béttio]. O pessoal do DER [Departamento de Estradas de Rodagem] monitora a rodovia com câmeras. Nós temos 40 pontos de câmeras no Morro do Diabo. Se por algum motivo tiver um incêndio ou algum caçador, por exemplo, e isso for detectado pelas câmeras, a gente passa essa informação para a Polícia Ambiental e eles tomam as providências”, enfatizou a pesquisadora.

A matéria na íntegra pode ser lida no g1

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