
05/01/2023
A TV Fronteira lançou na terça-feira (3) “Pantaninho Paulista”, uma série de reportagens especiais que abordam o cenário da foz do Rio do Peixe junto ao Rio Paraná, na divisa entre Presidente Epitácio (SP) e Panorama (SP), no Oeste Paulista. Os episódios vão ao ar no Fronteira Notícias 2ª Edição, o FN2, a partir das 19h, e dividem-se em três partes.
A primeira parte faz uma viagem ao Parque Estadual do Rio do Peixe, uma reserva protetora do rio homônimo, fundada há 20 anos. Já a segunda, na quarta-feira (4), mergulha na biodiversidade do lugar conhecido como "Pantaninho Paulista". A terceira, por fim, vai ao ar na quinta-feira (5) e discute o impacto das ações humanas sobre a região, em uma conversa com ambientalistas, pesquisadores, autoridades e população local.
“É uma série que vai mostrar uma região que está muito próxima da gente, que é a foz do Rio do Peixe, e que está bastante modificada. Virou um labirinto, assim, na boca do rio. E a gente conheceu essa riqueza, de muitas aves, muitos répteis, muitos anfíbios”, ressaltou ao g1 o gerente de Jornalismo e Esporte da TV Fronteira, Luís Augusto Pires Batista.
Segundo ele, na década de 1990, a região que contempla a foz já era pantanosa. Com o passar dos anos, a mudança do curso do rio formou “vários canais” dentro dele. A curiosidade em explorar as mudanças do local trouxe, ainda, a preocupação em discutir medidas de preservação do lugar que, hoje, é um berço da fauna e da flora paulistas.
"O rio, que passava por um lugar, mudou de curso, e ali é uma região que tem uma vegetação muito rica e uma fauna também muito rica. É um material que, especialmente na última reportagem, procura fazer uma discussão em cima disso e levantar o que pode ser feito para preservar”, afirmou Pires Batista.
Para o editor-chefe do FN2, Vinícius Pacheco, a proposta das reportagens especiais consistiu em descobrir como estava a situação do rio e mostrar os pontos "a que o telespectador não teria acesso em nenhuma ocasião".
“Quando a gente mostra que isso está tão perto da gente, mas que a gente não tem nenhuma iniciativa para preservar ou que não existe uma política pública tão abrangente em relação a isso, é uma possibilidade de trazer esse tema para toda a região discutir novamente e de buscar novos caminhos”, declarou Pacheco ao g1.
Para contar essa história, que teve produção e edição da jornalista Mariana Gouveia e contou com a edição de imagens de José Henrique Botti, foram necessários dois meses de produção e mais três dias de viagem a barco pela faixa dos aproximadamente 15 quilômetros que abraçam parte do Rio do Peixe e seus arredores, entre 14 de novembro e 22 de dezembro.
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