
10/01/2023
A cidade belga de Leuven (Lovaina, em português) está subsidiando uma série de instalações que favorecem a permeabilidade. Os moradores poderão plantar árvores no quintal, instalar telhados verdes, jardins verticais, jardins de chuva e coletores de água pluvial com apoio da prefeitura.
No âmbito da gestão pública, algumas ruas e praças estão sendo reconstruídas para dar mais lugar à vegetação, porém agora o foco é estimular os população a, literalmente, quebrar o concreto: substituindo superfícies pavimentadas por áreas permeáveis.
Isso pode ser feito por meio do plantio de árvores, cultivo de jardins em quintais, na fachada ou na frente da residência. A ideia é desobstruir o solo, favorecendo a infiltração de água da chuva, retenção de águas subterrâneas e reduzindo os riscos de inundações. Além disso, tais ações fornecem um habitat ideal para atrair polinizadores, como insetos e pássaros.
Há regras específicas para cada instalação e cuidados de manutenção. Em todos os casos, os moradores devem solicitar previamente o pedido à prefeitura para a aplicação das iniciativas sustentáveis.
Também os valores concedidos para cada ação variam. No caso do telhado verde, o subsídio máximo é de cinco mil euros. Já quem substitui o jardim frontal por plantas perenes e arbustos recebe 100 euros nos primeiros 5 m² e 10 euros por cada metro quadrado adicional com limite máximo de 350 euros (equivalente a 30 m²).
No caso do coletor, o valor para cada habitante varia de acordo com a instalação e uso da cisterna. Com volume mínimo de 3000 litros, se a cisterna for conectada ao banheiro o valor disponibilizado é de 225 euros, se conectado a somente a uma torneira o valor cai para 75 euros.
O armazenamento de água da chuva pode ser aproveitada para diversos fins, como para limpeza de pisos e carros, descargas de banheiros, irrigação de plantas.
Anunciada em dezembro de 2022, a medida atualiza antigos regulamentos, antes focados em política hídrica, abrindo o leque para ações em prol da biodiversidade e ecologização urbana. O foco da iniciativa é tornar casas e jardins mais resistentes aos eventos climáticos extremos, em consequência das mudanças climáticas. O efeito imediato de tais ações é atenuar o efeito de ilha de calor, tornar os bairros mais agradáveis e favorecer o bem-estar emocional com a expansão das áreas verdes.
Fonte: Ciclo Vivo
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