
13/02/2023
O temporal que caiu neste sábado no Rio de Janeiro resultou em uma série de problemas para público e organização do REP Festival, o maior evento de rap do Brasil. Entre eles, o surgimento de ao menos três cobras que foram notadas pelo público que tentava aproveitar os shows em meio a lama. Neste domingo, em meio à repercussão do caso nas redes sociais, que gerou curiosidade e revolta entre internautas, o biólogo João Pedro Salgado identificou as espécies das cobras e esclareceu que elas eram todas inofensivas.
— Na primeira imagem, um filhote de jiboia, nas outras duas fotos, conhecidas popularmente como cobra-d’água. Todas inofensivas — afirma Salgado, dono do perfil "Biodiversidade Brasileira" no Twitter.
Na noite de sábado, ele já havia comentado sobre o surgimento de uma das cobras na pista do festival. Sem informar, ainda, de qual espécie ela era, o biólogo disse:
— Inofensiva. Podem curtir na lama tranquilo.
Internautas comentaram a fala do especialista e, muitos deles, apontaram para a responsabilidade da organização do evento. "Só estamos esquecendo de responsabilizar a organização do evento pela saúde e integridade desses animais, que, certamente foram mortos ou feridos, ou ainda levados por algum dos participantes do evento", disse uma.
"Só porque as cobras eram inofensivas não significa que tudo bem fazer um festival e levar centenas de pessoas para o habitat delas, onde elas e os seus ovos podiam ser pisoteados, além de causar estresse em todos os animais que habitam ali", pontuou outra.
Nos canais oficiais do REP Festival não há nenhuma menção aos animais.
Faltando 10 dias para a realização da sua quarta edição, o REP Festival anunciou a mudança de sua Cidade do Rap (que na edição de 2022 estava no Parque dos Atletas, na Barra) para um terreno de 240 mil metros quadrados em Guaratiba. O anúncio provocou no Twitter uma série de protestos de quem havia comprado ingressos.
Organizador do REP Festival, Fabrício Stofel foi ao Instragram para explicar as razões da mudança de local. Ele alegou que "não existem no Rio muitos lugares onde você consegue colocar 60 mil pessoas" e prometeu várias melhorias na estrutura do festival (inclusive no som, com mais potência nos graves) nesse novo local, que se localiza "no meio da natureza" e é "arborizado, um lugar inédito".
— Tudo foi pensado para que a gente entregue o festival da maneira que a gente se propôs — disse ele.
Fonte: O Globo
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