
30/03/2023
A Prefeitura do Rio de Janeiro interrompeu um trecho das obras da tirolesa do Pão de Açúcar. A Secretaria Municipal de Ambiente e Clima (SMAC) pediu um parecer técnico para a Geo-Rio, órgão responsável pela gestão do risco geológico-geotécnico, ao saber de perfurações na rocha.
A previsão é de que a tirolesa comece a funcionar no segundo semestre. De acordo com os administradores, a ideia é proporcionar mais uma experiência aos frequentadores. Um dos cartões postais mais famosos do mundo, o Pão de Açúcar é tombado pelo Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) desde 1973 e desde 2012 reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
A instalação da tirolesa tem provocado preocupação aos ambientalistas, que consideram um atentado à paisagem, possíveis danos à rocha e alteração nas vias de escalada, clássicas do local há décadas.
“É uma atividade que é feita em alta velocidade, um declive muito forte, acentuado. E as pessoas tendem a descer gritando. Em uma unidade de proteção integral e que é muito pequena, não faz sentido”, disse o ambientalista Sávio Teixeira.
A obra prevê a instalação de quatro tirolesas, com 770 metros de extensão, entre os morros do Pão de Açúcar e da Urca. A instalação já está em andamento.
A obra conta com todas as autorizações da Prefeitura do Rio e do Iphan. A SMAC afirmou que fez uma vistoria técnica no último dia 7 de março e não encontrou irregularidades na construção.
Porém, a partir do momento em que soube que a obra tinha perfurações na rocha, paralisou as intervenções até que a Geo-Rio dê um parecer técnico.
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