UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Grande Mancha de Lixo no Pacífico: por que ´virou´ ecossistema, quais os riscos e por qual razão não foi eliminada ainda?

20/04/2023

A Grande Mancha de Lixo do Pacífico é um enorme aglomerado flutuante de lixo plástico no maior oceano do mundo. Um estudo publicado na revista científica "Nature" na terça-feira (17) mostrou que essa área tem ajudado espécies costeiras a "colonizarem" águas abertas.
As manchas de lixo são grandes áreas do oceano onde lixo, equipamentos de pesca e outros detritos se acumulam. A mais famosa é a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, que fica entre o Havaí e a Califórnia. Ela tem 1,6 milhão de quilômetros quadrados.
Muitos dos detritos encontrados na Grande Mancha são pequenos pedaços de plástico flutuante que não são vistos a olho nu. Você pode navegar por ela e não enxergar.
"Existem manchas de lixo em todo o mundo. O que sabemos sobre essa área [da Grande Mancha] é que ela é composta por minúsculos microplásticos, quase como uma sopa, com itens maiores espalhados, equipamentos de pesca...", explica Dianna Parker, do Programa de Detritos Marinhos da Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês).

🦠Por que ela ´virou´ ecossistema?
A mancha de 1,6 milhão de quilômetros quadrados e 79 mil toneladas se tornou um lar para alguns pequenos seres vivos, permitindo a criação de novos ecossistemas de espécies que normalmente não são capazes de sobreviver em mar aberto.
Um estudo publicado na revista Nature descobriu que os resíduos plásticos flutuantes servem como um meio para as espécies se dispersarem pelo oceano. Até então, se pensava que restrições fisiológicas ou ecológicas eram os fatores responsáveis pela limitação da colonização do oceano.
Os pesquisadores identificaram 484 organismos invertebrados marinhos nos detritos, representando 46 espécies diferentes, das quais 80% são normalmente encontradas em zonas costeiras. Esses habitantes, em sua maioria, são microorganismos, plantas e algas que se aderem aos animais invertebrados aquáticos, como moluscos e esponjas.
Os nossos resultados demonstram que o ambiente oceânico e o habitat plástico flutuante são claramente hospitaleiros para as espécies costeiras. [...] Podem sobreviver, reproduzir e ter populações complexas e estruturas comunitárias em mar aberto.

🐟💧Qual o impacto da mancha no meio ambiente?
Segundo a NOAA, a Grande Mancha de Lixo do Pacífico está bem no meio do oceano, onde as pessoas quase nunca vão. No entanto, os detritos podem impactar a vida marinha de várias maneiras:

* Pesca fantasma: redes de pesca perdidas são perigosas para a vida marinha. Chamadas de redes "fantasmas", elas continuam a pescar, mesmo que não estejam mais sob o controle de um pescador.
* Ingestão: os animais podem comer plásticos e outros detritos por engano.
* Espécies não nativas: detritos marinhos podem transportar espécies de um lugar para o outro. Se ela for invasora e puder se estabelecer em um novo ambiente, ela pode competir ou superlotar espécies nativas, interrompendo o ecossistema.

"Sabemos que existem microplásticos no oceano. Sabemos que pássaros, peixes e até mesmo alguns mamíferos marinhos maiores comem esses plásticos. Sabemos que há produtos químicos nos plásticos e sabemos que esses produtos podem absorver outros que são tóxicos. A grande questão é: o que esses plásticos estão fazendo com os animais que os comem?", reflete Parker.

Fonte: g1

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...