UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Holanda testa turbina que gera energia com movimento das ondas

25/04/2023

Cerca de 70% da superfície da Terra é coberta por água, só no Brasil são oito mil quilômetros de costa. Essa imensidão azul pode ser uma fonte inesgotável de geração de energia renovável e é apostando nisso que surge uma turbina flutuante capaz de transformar as ondas das marés em eletricidade.
Apelidada de Slow Mill, a turbina foi desenvolvida pela empresa holandesa Slow Mill Sustainable Power. Trata-se de um conversor de energia das ondas formado por um flutuador com pás conectadas de forma variável a uma âncora no fundo do mar. As ondas empurram o flutuador para cima e as pás para longe da âncora. Dessa forma, não apenas o movimento para cima e para baixo, mas também o movimento de vaivém das ondas é aproveitado.
As lâminas vão até três, quatro metros para extrair a energia das ondas abaixo da superfície. Quando a onda recua, conduz a Slow Mill de volta à sua posição inicial.
A água do mar é conhecida por suas características corrosivas e abrasivas. É por isso que o Slow Mill é em grande parte feito de materiais compostos com fibra de vidro, que não sofrem corrosão.
O Conselho Mundial de Energia estima que 2 milhões de megawatts, o dobro da atual produção mundial de eletricidade, poderiam ser produzidos a partir das ondas do mar. Apesar do grande potencial energético, a tecnologia não é simples.
Um dos maiores desafios da conversão de energia das ondas em eletricidade é que os movimentos das ondas são irregulares e difíceis de seguir. Para amenizar os empecilhos, a Slow Mill é bastante leve e segue as ondas com facilidade, aproveitando os movimentos de elevação (vertical) e onda (horizontal). O equipamento também foi projetado para capturar movimentos de oscilação, inclinação e rotação.
Suas lâminas são projetadas para se mover mais ou menos ao longo do caminho da onda orbital, mesmo quando as ondas atingem vários ângulos e frequências. Não precisa dar um retorno para fazer um novo trabalho, apenas faz movimentos circulares menores ou maiores, evitando perdas por aceleração, desaceleração e defasagem.
Apoiado pelo governo holandês, o sistema vem sendo testado na Holanda desde 2018. A construção de um modelo em escala para testes em mar aberto foi iniciada em 2020. A pandemia atrasou alguns planos, mas certo é que, pouco a pouco, a capacidade de gerar energia elétrica a partir das ondas (sobrevivendo às duras condições marítimas) vem se provando possível, apesar de todos os percalços, assim como a viabilidade do projeto.

Fonte: CicloVivo

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...