
20/07/2023
O lixo que chega ao lixão do Fischer, atingido por grande incêndio no mês passado em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, passou a ser levado para o aterro sanitário licenciado de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
O transbordo, que teve início no sábado dia 15, começou a funcionar nesta terça-feira (18) com a capacidade total prevista no contrato, que é de transporte de cerca de 150 toneladas de lixo por dia.
O caminhão que realiza o serviço comporta aproximadamente 28 toneladas de lixo, portanto, a partir desta terça, já começou a fazer cinco viagens por dia
O serviço será prestado por seis meses pela empresa Eco Rio Soluções Ambientais Ltda. Ela foi contratada emergencialmente pela Prefeitura por meio de dispensa de licitação e só vai retirar os lixos produzidos atualmente. Quanto aos resíduos depositados ao longo do tempo, irregularmente, no aterro do Fischer, a ideia é que eles sejam transformados em energia por meio da construção de uma usina no local.
Nestes seis meses, o investimento total no transbordo do lixo será de R$ 4,6 milhões. O custo será dividido entre o Município e o Governo do Estado, via FECAM (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano), que é vinculado à Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade.
"O transbordo é a primeira ponta da solução para começar a encerrar definitivamente a operação de vazamento de lixo no aterro do Fischer, problema ambiental e social histórico de Teresópolis. Agradeço ao Governo do Estado, que está ajudando o Município a solucionar este grave problema que assola a população", destacou o Prefeito Vinicius Claussen.
A Prefeitura explica ainda que os caminhões de lixo que fazem a coleta na cidade, levam o material para o lixão do Fischer e uma escavadeira joga os resíduos dentro do caminhão que é responsável pelas viagens até o aterro sanitário em Belford Roxo, localizado a 74 quilômetros de distância de Teresópolis.
O lixão em Teresópolis foi atingido pelo incêndio no dia 26 de junho. Uma forte fumaça atingiu a cidade e causou diversos transtornos para a população.
O lixão foi um aterro sanitário, mas foi interditado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e pelo Ministério Público desde 2018. O local se tornou um depósito sem controle do despejo de detritos. Segundo o Inea, chorume, líquido resultante da decomposição do material orgânico, estava escorrendo para o rio que fica na região.
Fonte: g1
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