
20/07/2023
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recebeu um novo parecer técnico da Fundação Instituto de Geotécnica (Geo-Rio), da prefeitura, sobre as obras da tirolesa no Pão de Açúcar, na Urca. Segundo a instituição, o documento mostra que as obras para instalação do equipamento não apresentam risco para o morro ou dano à paisagem carioca. A obra foi suspensa no mês passado pela Justiça Federal. Na decisão, o juiz ordenou a interrupção de “cortes ou perfurações em rocha” e proibiu “executar qualquer intervenção nos morros do Pão de Açúcar, Urca e Babilônia que implique demolição ou construção de novos elementos”, sob pena de multa diária.
O presidente do Iphan, Leandro Grass, diz que o parecer técnico foi pedido para atender ao questionamento da sociedade civil de que a rocha estaria sendo mutilada. A análise foi feita pela Geo-Rio.
— A Geo-Rio mostrou que os danos constatados nas rochas são rotineiros, provocados por movimentos de massas oriundos das chuvas e de um conjunto de outros fatores — explica Grass.
Ele também diz que o parecer técnico concluiu que as intervenções provocadas para a instalação da tirolesa não representam riscos ao morro na totalidade:
— Por consequência, eles refutam a tese de que há uma mutilação geológica, utilizado como argumento pelo Ministério Público.
O Ministério Público Federal (MPF) diz que "os cortes já efetuados em ambos os morros totalizam volume de rocha de 127,83 metros cúbicos, o equivalente a 127 caixas d’água com capacidade para 1.000 litros, cada".
Eles também argumentam que "diferentemente de uma árvore ou de uma construção humana, que podem, literalmente, renascer das cinzas, o corte de uma rocha, por menor que seja, será para sempre irreversível, pois não há possibilidade de reconstituição daquilo que levou milhões de anos para se formar".
Fonte: Extra
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