
22/08/2023
A utilização de adubo orgânico derivado do lodo de esgoto gera dúvidas sobre a sua produção, aplicabilidade e impacto nos cultivos, principalmente de alimentos. Além da dar um destino aos efluentes urbanos, industriais e agroindustriais, este processo gera resultados positivos.
Um estudo da Faculdade de Engenharia da UNESP descobriu que a aplicação de fertilizante orgânico produzido com lodo de esgotos, em culturas experimentais no Cerrado, em associação com nutrientes minerais, proporcionou ganho de 10,8% na produtividade da soja e 6,8% do milho, em relação às plantas que receberam adubação convencional.
Adrielle Rodrigues Prates, pesquisadora responsável pelo estudo, observou que, em solo de baixa fertilidade natural, o uso do composto orgânico proporciona melhorias aos atributos químicos, principalmente nos teores disponíveis de micronutrientes.
Assim, favorece o adequado crescimento e desenvolvimento das culturas de soja e milho, aumentando a produtividade de grãos e reduzindo a quantidade de fertilizantes minerais aplicados.“Desse modo, o uso desse adubo orgânico na agricultura poderá reduzir os custos com fertilizantes minerais, além de dar um destino sustentável ao lodo de esgoto”, enfatiza Adrielle.
O uso de adubo produzido com lodo de esgoto já acontece em alguns municípios brasileiros, como Jundiaí e Uberlândia, mas ainda provoca dúvidas e receio. Para esclarecer alguns pontos, o engenheiro agrônomo Fernando Carvalho Oliveira traz informações importantes. Ele é responsável técnico pelos fertilizantes orgânicos da Tera Nutrição Vegetal, cuja principal matéria-prima são efluentes urbanos, industriais e agroindustriais.
Adubos com lodo de esgoto: mitos e verdades
1 – São produzidos com fezes e dejetos humanos;
2 – Cheiram mal e atraem vetores;
3 – São benéficos ao sistema solo-planta;
4 – Ajudam a reduzir a incidência de doenças via solo em diversas culturas;
5 – O uso não é reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária;
6 – Por ser derivado de resíduos biológicos não pode ser utilizado em todos os tipos de culturas;
7 – De maneira geral, promovem a redução dos custos de produção;
8 – Potencializam em até 50% o uso dos fertilizantes minerais;
9 – Não podem ser utilizados em plantas ornamentais e domésticas;
10 – Contaminam os alimentos fertilizados.
A Tera Nutrição Vegetal é responsável pela representação e comercialização dos fertilizantes orgânicos compostos Tera Base, Tera Mix e Tera Premium, produzidos por compostagem termofílica. Além de ambientalmente sustentáveis, pois têm origem na reciclagem de resíduos orgânicos urbanos, industriais e agroindustriais, o grande potencial dos produtos está em seu conteúdo de matéria orgânica, substâncias húmicas, microrganismos, macro e micronutrientes.
Os fertilizantes proporcionam múltiplos benefícios ao sistema solo-planta, desde os aspectos nutricionais dos vegetais e melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas da terra, até sua capacidade de supressão de fitopatógenos, promovendo de todas as formas ganhos de produtividade. São regulamentados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e podem ser utilizados em qualquer tipo de cultura.
Leia os mitos e verdades de cada ponto relacionado acima clicando no CicloVivo
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