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Micro hidroelétrica pode ser instalada em rios

31/08/2023

Gerar energia sem prejudicar nossos ecossistemas, seja pela emissão de carbono ou pelo impacto ambiental das estruturas, é um dos maiores problemas da humanidade. Para a produção de energia em larga escala, este desafio é ainda maior. Para atender uma quantidade menor de pessoas, muitas soluções estão sendo criadas e, se adotadas em conjunto, podem ter um impacto extremamente positivo. É o caso do Energyfish, uma micro hidroelétrica que usa a água dos rios para gerar energia, sem interromper o fluxo natural da água ou prejudicar os peixes.
O impacto na vazão do rio é mínimo, a velocidade do fluxo diminui ligeiramente nas imediações do Energyfish, mas isso não representa um obstáculo significativo. Após 20 metros, as águas voltam à sua velocidade original.
A solução inovadora foi desenvolvida pela startup alemã Energyminer e gera eletricidade para abastecer comunidades inteiras, produzindo eletricidade 24 horas por dia. Segundo a fabricante, um equipamento produz cerca de 15 megawatts-hora por ano e o recomendado é que sejam instalados conjuntos destes equipamentos. Com 100 instalações é possível gerar um rendimento anual de até 1,5 gigawatts-hora, o suficiente para aproximadamente 470 famílias.
É importante reforçar que o projeto para fornecimento de energia foi desenvolvido pensando na instalação conjunta de vários dispositivos, que são vendidos apenas em lotes. A quantidade de equipamentos necessários vai depender das condições dos rios e da quantidade de energia que precisa ser gerada.
Com um design compacto, a mini hidroelétrica utiliza a velocidade natural do rio para gerar eletricidade e, graças a tecnologias avançadas, protege a vida aquática. Outra vantagem é a capacidade de se adaptar a condições extremas, como gelo, inundações ou excesso de sedimentos ou destroços na água.
Cada equipamento pesa cerca de 80 quilos e tem 3 metros de comprimento, 2,4 metros de largura e 1 metro de altura. Para que seja possível a instalação os rios precisam ter profundidade mínima de 1 metro no local desejado e vazão entre 1 metro por segundo e 2,5 metros por segundo. Caso o rio também seja usado para navegação, é preciso definir um local sem trânsito de embarcações.
Para a instalação não são necessárias paredes de barragem ou concreto, o que preserva as condições do rio. Outra vantagem é que o Energyfish funciona de forma totalmente silenciosa e é quase invisível, pois está mais de 90% debaixo d’água.
Uma proteção especial garante que os peixes não sejam ameaçados e possam circular sem perigo em volta do equipamento. Os peixes grandes são impedidos de entrar nos rotores pela grade frontal, enquanto os peixes pequenos podem nadar com segurança através dos rotores de rotação lenta. Mesmo no caso de uma possível colisão, o peixe é empurrado para fora suavemente sem ser machucado.
Todo o sistema funciona com uma tensão extra baixa de segurança inferior a 60 volts. Mesmo que os cabos estejam danificados, não há risco para pessoas ou animais. Nadadores e praticantes de outros esportes aquáticos também não se machucam, porque o equipamento tem um design aerodinâmico sem quinas. Como o Energyfish está ancorado ao fundo do rio por um cabo de aço, ele pode ser facilmente afundado ou movido de lugar para a passagem segura de quem estiver no rio.
Por não trazer impactos ambientais significativos ou mudar a estrutura local, a autorização para instalar os equipamentos é uma preocupação a menos. Após receber a aprovação, a instalação é rápida e a geração de eletricidade já pode começar. Segundo a fabricante, para instalar 10 sistemas o prazo é de 3 dias.
Tudo o que é então necessário é ligar os equipamentos à rede elétrica local. A vida útil do Energyfish é de mais de 10 anos e os equipamentos são monitorados por um sistema inteligente que analisa a produção de energia, vazão e localização relativa. Em caso de irregularidades, o sistema reage imediatamente e envia um alerta.
Um projeto piloto com geração de energia limpa por meio do Energyfish já está em operação em Munique. O sistema não destoa da paisagem do rio e está a poucos metros de uma pequena hidroelétrica tradicional que continua a funcionar a plena capacidade – o que mostra a possibilidade de combinar tecnologias antigas e novas.

Fonte: CicloVivo

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