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Produto que parou o tratamento de água no Guandu chegou ao dobro do tolerável, indica laudo

31/08/2023

Um laudo laboratorial da Cedae aponta que o produto que paralisou o abastecimento de água na Região Metropolitana do Rio chegou a níveis duas vezes acima do tolerável onde é feita a captação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu. Segundo a companhia, a espuma que interrompeu a operação foi derivada de surfactantes, composto presente nos detergentes, cuja concentração alcançou 1 miligrama por litro em amostras coletadas às 7h e às 11h desta segunda-feira. É o dobro dos 0,5 miligrama por litro para não fazer mal à saúde da população, segundo limite informado por Daniel Okumura, diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae.
— O surfactante não tem que estar presente na água para consumo — disse ele nesta segunda-feira, quando o abastecimento ainda estava suspenso.
De acordo com o laudo laboratorial, a concentração informada durante uma coletiva de imprensa ontem, de 0,6 miligrama por litro, foi observada às 5h. Depois, subiu até o dobro do recomendado. E começou a cair à tarde. Às 19h30, quando a operação da ETA começou a ser retomada gradativamente, já registrava menos de 0,1 miligrama por litro.
A ETA do Guandu voltou a operar com 100% da capacidade às 4h17 desta terça-feira, informou a Cedae. Após o retorno integral da produção de água, o abastecimento pode levar até 72 horas para ser normalizado completamente nas regiões atendidas pelo sistema. A Cedae fornece a água que chega a aos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) investigam a origem do descarte do material.
A Cedae informou que a água com surfactante não foi, em momento algum, distribuída para a população. Assim que foi constatada a presença do composto, a captação foi interrompida, e a água que já estava no interior da estação foi descartada.
De acordo com a companhia, o material poluente foi detectado a cerca de três quilômetros de distância da estação de tratamento, na barragem principal de captação.

Fonte: Extra

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