UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Estufa de 105 anos é transformada em espaço educativo

05/09/2023

Existem muitas formas de se construir causando um impacto menor no meio ambiente, com escolhas que vão desde o uso dos materiais até a fonte de água e energia. Mas poucas escolhas são mais sustentáveis do que reaproveitar aquilo que já está construído. E foi isso que aconteceu com uma estufa de 105 anos do Jardim Botânico de Copenhagen. A bela estrutura foi desmontada e reconstruída em um novo local pelo estúdio de arquitetura Forma. Agora, o que antes era uma estufa se tornou um espaço educativo climatizada que também recebe aulas e outros eventos.
Os idealizadores do projeto reconheceram o imenso valor dos materiais e da estrutura de uma estufa muito antiga, prestes a ser demolida. O que eles fizeram foi desmontar tudo cuidadosamente e remontar sobre uma nova base e com um novo piso, que também veio de outras construções – a ideia era reaproveitar o máximo daquilo que já existia.
A construção ganhou o nome oficial de Væksthuset, estufa em dinamarquês, e se transformou em um educativo que recebe uma série de eventos com foco na agricultura e na sustentabilidade. As plantas e a climatização típicas das estufas seguem presentes na nova instalação do BaneGaarden, uma área verde em Copenhagen que recebe pessoas interessadas em iniciativas regenerativas. O lugar também reaproveitou o que já estava: são 9 celeiros em um antigo pátio ferroviário, em uma área de floresta protegida.
Este é um dos primeiros projetos do estúdio dos arquitetos Mikkel Bøgh e Nicolai Richter-Friis. Para eles, embora construir algo do zero possa ser mais fácil, resgatar e reaproveitar estruturas já existentes é muito mais significativo. “Precisamos projetar e construir para que os projetos atuais também possam se transformar e se adaptar ao longo do tempo, muito depois de partirmos”, disse Mikkel Bøgh.
Por este motivo o projeto não tem fundações, garantindo que a construção possa ser desmontada posteriormente. Mas os arquitetos afirmam que o plano é que a Væksthuset seja um recurso permanente para a comunidade local.
O projeto começou quando o empresário, ativista e cofundador do BaneGaarden, Søren Ejlersen, conseguiu evitar a demolição da antiga estufa. Ejlersen é um chef dinamarquês que ficou conhecido por criar a Aarstiderne empresa de kits de refeições orgânicas. No dia da demolição ele e um amigo foram ao local com câmeras na mão para registrar o momento e, para tornar as coisas mais interessantes, ele começou a falar com os presentes sobre a história da estufa.
“Por coincidência, o cinegrafista estava vestindo uma camiseta da TV 2 News (emissora local) e eles pensaram que estávamos filmando para o noticiário nacional, então interromperam o processo de demolição do prédio”, lembra Søren.
O resultado desta confusão foi que Ejlersen recebeu todos os cinco galpões de vidro que formavam a antiga estufa, mas ele só tinha espaço para dois em BaneGaarden. Os dois galpões se transformaram no espaço cultural e os três que sobraram foram vendidos e reaproveitados em outros projetos.
Por questões de segurança, a estrutura metálica original não funciona mais como estrutura primária do edifício. Em vez disso, a estrutura antiga está suspensa sobre uma nova subestrutura de vigas mais espessas. “Mesmo que o edifício já estivesse de pé há 105 anos, os engenheiros de hoje não conseguiam calcular com aquele aço”, disse Bøgh.
No telhado, uma vidro de segurança foi instalado para evitar possíveis danos com galhos ou sementes que pudessem cair das árvores.
O piso foi reaproveitado de um antigo centro de convenções, enquanto as portas foram adquiridas de uma escola local. Alguns vidros estavam quebrados, mas todos os que puderam ser usados, foram aproveitados e reinstalados nas paredes laterais. No interior, os móveis também foram comprados usados e grandes caixas com plantas são mantidas para reforçar história original da Væksthuset. O espaço recebe palestras, oficinas educativas, jantares e casamentos.
“Gostamos de trazer as pessoas aqui para clarearem suas mentes, para verem o impacto do reaproveitamento e assim possam pensar em criar novas histórias, pensar em novas direções”, completa Ejlersen.

Fonte: CicloVivo

Novidades

Rio lança Dia da Praia inédito no mundo e faz mutirão gigante com limpeza em 60 pontos da orla

30/06/2026

O Rio de Janeiro vai celebrar nesta terça-feira (30) o primeiro Dia da Praia, data criada por lei mu...

Céu absurdamente estrelado é registrado em parque no Rio

30/06/2026

A foto acima foi feita pelo biólogo Samir Mansur, no último dia 20, no topo da montanha mais alta do...

Inspirado no Super Trunfo, jogo de cartas revela frutas amazônicas

30/06/2026

A gamificação, ou “tornar em jogo”, é uma poderosa ferramenta de aprendizagem que, ao abordar temas ...

El Niño ameaça SP com caos climático ao unir fogo, temporal e seca

30/06/2026

A chuva acima da média em São Paulo neste início de inverno, contrariando a expectativa de uma estaç...

Caverna no Paraná revela influência da Antártida e do El Niño em chuvas extremas no Sul do Brasil

30/06/2026

Uma caverna no interior do Paraná guarda um "arquivo climático" que permitiu a pesquisadores brasile...

O desafio (e o risco) de comprovar o plástico reciclado na embalagem

30/06/2026

O mercado de embalagens plásticas no Brasil está passando por uma virada de chave silenciosa, mas gi...