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Polícia procura quem apedrejou e matou capivara Margarida na Lagoa

19/09/2023

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) ainda está à procura de quem apedrejou e causou a morte da capivara fêmea Margarida. Em março deste ano, ela foi encontrada morta às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, no trecho em frente ao campo de beisebol, na altura do Corte do Cantagalo. De acordo com o delegado Wellington Pereira, as investigações estão em andamento para identificar autores de possíveis maus-tratos contra o roedor.
Até o início deste ano, dois roedores adultos batizados Armando e Margarida viviam junto aos seis filhotes na Lagoa. O macho foi visto com ferimento nas costas em julho e, dois meses depois, não é mais observado na região. A investigação trabalha com a hipótese de o ferimento ter sido causado em brigas entre os machos. Os filhotes nunca mais foram flagrados na região.
O caso não é isolado. De acordo com o biólogo Mário Moscatelli, os oito animais originais não moram mais às margens da Lagoa.
— A situação não é boa na região por conta do desaparecimento da família e o histórico recente de violência. A primeira família apareceu há quatro anos e teve os filhotes ali. No fim de 2022, um novo casal de capivaras jovens, batizado como Boris e Judite, apareceu na Lagoa e, no momento, só temos observado a presença do macho — diz o biólogo.
Com cerca de um metro de comprimento e peso de até 50 quilos, a capivara é o maior roedor do mundo. A espécie vive em bandos e não costuma ser dócil, como explica Daniel Balthazar, veterinário especialista em animais silvestres e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O macho é dominante e vive com um grupo de fêmeas organizadas "em um sistema de creche", no qual elas não amamentam apenas os seus filhotes.
— A espécie é herbívora e agressiva quando se sente ameaçada. As capivaras não toleram muito a proximidade com o ser humano e dão um grito de alerta quando observam um ser estranho. Também é comum que elas briguem entre si, principalmente quando filhotes machos começam a crescer e a desafiar a hierarquia imposta, mas os embates não chegam ao ponto de provocar mortes — detalha Balthazar.

Fonte: Extra

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