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Alemanha registra mais de 3.000 mortes por calor em 2023

03/10/2023

Cerca de 3.100 pessoas morreram na Alemanha neste ano devido a altas temperaturas, informou um relatório preliminar do Instituto Robert Koch (RKI, na sigla em alemão), agência nacional de saúde pública.
Segundo o órgão, a maior parte das mortes ligadas ao calor envolveu a faixa etária de 75 anos ou mais. A mortalidade também foi maior entre mulheres do que homens, mas isso pode estar relacionado ao fato de que há mais mulheres idosas do que homens idosos na Alemanha.
Apesar do alto número de óbitos, o ministro da Saúde alemão, Karl Lauterbach, indicou que a situação poderia ser ainda pior, mencionando que um plano de proteção contra o calor lançado pelo governo neste ano impediu que as mortes superassem a marca de 4.000. "Muitas vidas foram salvas", escreveu ele no X, antigo Twitter.
O plano incluiu um disparo de mensagens direcionadas a idosos e pessoas com comorbidades para que eles pudessem se proteger melhor no calor extremo, entre outras medidas.
Em 2022, o RKI havia relatado 4.500 mortes relacionadas ao calor, mas frisou que o número foi excepcionalmente alto no verão passado graças à pandemia de Covid-19.
Ao analisar a última década, os anos que registraram maior mortalidade foram 2015, 2018 e 2019, cada um com mais de 6.000 óbitos.
Em 2014, 2016, 2017 e 2021, o número estimado de mortes foi significativamente menor, de 1.000 a 1.700 por ano. "Essas diferenças podem ser atribuídas aos diferentes graus de episódios de calor", diz o relatório.
O RKI explicou ainda que os números de mortes relacionadas a altas temperaturas são uma estimativa que usa métodos estatísticos, combinando taxas de mortalidade do Escritório Federal de Estatística (Destatis) e as medições de temperatura do Serviço Meteorológico Alemão (DWD).
Na maioria dos casos, a combinação de calor e condições preexistentes leva à morte. Os atestados de óbito raramente têm o calor listado como a causa da morte.
O calor mata porque aumenta o risco de problemas de saúde, pois os órgãos do corpo, como os rins ou o coração, são afetados pelo aumento da temperatura interna.
Pessoas com problemas de saúde subjacentes são mais vulneráveis a temperaturas extremas.
As ondas de calor mortais estão se tornando mais comuns a cada ano devido à mudança climática, segundo os cientistas. E as temperaturas estão ainda mais altas agora após mais de meio século de queima de carvão e petróleo, afirmam.
Um relatório do serviço climático europeu Copernicus afirmou que agosto deste ano foi o agosto mais quente já registrado com equipamentos modernos, e que 2023, até agora, foi o segundo ano mais quente.
A Alemanha, por sua vez, teve o setembro mais quente da sua história, informou na sexta-feira (29) o DWD. Com uma temperatura média de 17,2°C, foi o setembro mais quente e o segundo mais ensolarado desde que as medições meteorológicas começaram em 1881.

Fonte: Folha de S. Paulo

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