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Referência mundial em agroecologia e agricultura urbana, Maricá esbanja ´jardins comestíveis´

19/10/2023

Referência mundial em agroecologia e agricultura urbana, a cidade de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, desenvolveu um método inteligente de prover segurança alimentar por meio de hortas urbanas. No meio da cidade, a prefeitura planta mudas e sementes em praças públicas, o que gera cerca de 80 toneladas por ano de alimentos. E o melhor: a população pode colher e levar para casa o que estiver disponível.
Os chamados "jardins comestíveis" da cidade, que tiveram início em 2020, podem ser encontrados nas seguintes localidades:

* Praça Agroecológica de Araçatiba
* Praça Agroecológica do Flamengo
* Horta Urbana do Parque Nanci
* Horta Urbana de Guaratiba
* Horta Urbana de Itapeba
* Horta Urbana de Marine
* Horta Urbana de Bambui

A iniciativa voltada à segurança alimentar não conta apenas com hortas nas praças. A Fazenda Pública de Maricá também compõem a estrutura do investimento do município. Lá, os alimentos plantados — todos sem agrotóxicos — podem ser colhidos de graça por qualquer visitante ou morador da cidade, além de serem distribuídas em escolas, asilos e no restaurante popular.
De acordo com o último Censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Maricá é a cidade que mais cresceu em população no Estado do Rio nos últimos 12 anos. O número de habitantes saiu de 127.461 em 2010 para 197.300 em 2022, um aumento de 54,87%. Pelas ações de agroecologia, a cidade passou a integrar o Pacto de Milão, mais importante fórum mundial sobre o tema.
No ano passado, o então secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Julio Carolino, participou da 27ª reunião anual da Conferência das Partes das Nações Unidas para discussões acerca das mudanças climáticas. Durante o evento, realizado no Egito, Julio Carolino falou sobre a experiência de Maricá em agricultura urbana e assinou um termo de cooperação com os países lusófonos — com a língua portuguesa como idioma oficial — para fortalecer a troca de experiências por meio de políticas públicas de enfrentamento aos problemas climáticos em comum.

Fonte: Extra

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