
23/11/2023
Um velho conhecido nada inofensivo. Assim pode ser definido o famoso Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Como informação é a melhor forma de preservar a saúde, o Museu da Vida da Fiocruz, em parceria com a SC Johnson, apresenta a exposição “Aedes: que mosquito é esse?”, no Castelo Mourisco, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, para que o público se conscientize sobre a importância de combater este inseto.
Biólogo e educador do Museu da Vida Fiocruz, Miguel Oliveira destaca a importância de usar a arte para cuidar da saúde da população. Ele também chama a atenção para o papel fundamental da garotada neste processo.
— São as crianças que levam para dentro de casa o conhecimento que adquirem sobre o mosquito e as doenças que ele transmite e acabam influenciando toda a família para aderir às ações de controle no ambiente domiciliar. Os adultos, por sua vez, incorporam em suas rotinas caseiras informações que são resultado de uma visita a um museu ou a uma exposição. Esta é uma oportunidade de educação, em um ambiente fora da escola. No museu, eles podem aprender sobre assuntos que nunca nem estudaram — diz Oliveira.
O aprendizado acontece de forma lúdica, já que a exposição é composta por painéis interativos. O ambiente, sensorial e dinâmico, convida o público a encontrar potenciais criadouros do vetor, além de identificar e capturar o inseto.
— Cada visitante que passa pela exposição tem acesso ao resultado das nossas pesquisas sobre o controle do Aedes aegypti. Toda a informação que está na exposição é fruto da ciência que se fez e que se faz sobre este mosquito. É um trabalho para promover a saúde — ressalta o educador do Museu da Vida Fiocruz.
A exposição promove saúde com doses generosas de cultura e diversão.
— A réplica de uma fêmea de Aedes aegypti é um dos destaques da exposição. Ela já recebe o visitante logo na entrada. Outro destaque é o quintal interativo, onde os visitantes podem observar diversas fases do desenvolvimento do mosquito e participar de jogos que envolvem desde um voo virtual com uma fêmea do inseto, descobrindo os locais onde ela pode colocar os ovos, até uma gincana com QR codes sobre como controlar o mosquito em casa. Para a nossa alegria, a exposição tem atraído um grande público, que tem gostado bastante do que vê — conclui Oliveira.
A exposição fica disponível à visitação até setembro de 2024, de terça a sexta, das 9h às 15h; e aos sábados, das 10h às 15h. A entrada é gratuita.
Fonte: O Globo
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