
30/11/2023
Não basta fotografar. É preciso também compartilhar. É com este pensamento que a fotógrafa documental Sabrina Chinellato vive mais uma temporada de registros da aurora boreal na Islândia.
Depois de vivenciar a experiência de fotografar a erupção de um vulcão na ilha do Atlântico Norte, em julho, a mineira de Juiz de Fora retornou ao país em expedições com aproximadamente 100 brasileiros para ir à “caça” das luzes coloridas no céu — observadas principalmente nos meses de inverno.
Parte dos registros são compartilhados pela brasileira nas redes sociais.
Para visualizar o fenômeno, Sabrina, que é fotógrafa documental há 10 anos e realiza expedições para a Islândia desde 2017, explica como consegue chegar aos pontos ideais para visualização do fenômeno.
“É lógico que é um fenômeno natural, mas depende de uma análise técnica para conseguir visualizar. Muitas pessoas conseguem visualizar com sorte, mas nós não trabalhamos com a sorte. A gente realmente tem um trabalho de busca pela aurora boreal, justamente para poder realizar um sonho nosso de continuar visualizando esse fenômeno e também compartilhar isso com outros brasileiros que querem viver isso conosco”, explica.
Segundo a fotógrafa, uma tempestade solar, que fez com que muitas partículas solares chegassem à Terra, proporcionou um espetáculo ainda mais bonito neste ano. Com isso, outras partes do globo, como outros países da Europa, da Ásia e até mesmo dos Estados Unidos, de latitudes mais baixas, estão vivenciando o espetáculo.
Embora com a expansão de celulares e câmaras fotográficas de alta resolução, ela explica que nem sempre o fenômeno consegue ser fielmente retratado pelas lentes. Muitas vezes observar o fenômeno a olho nu é ainda mais bonito.
“Aqui a gente consegue visualizar o olho nu e até mais bonito que na foto, porque quando a atividade está alta, a velocidade do vento é alta, por exemplo, a gente consegue ver a aurora boreal dançando e movimentando no céu. Aquelas luzes movimentando em cima da gente é a coisa mais incrível, é indescritível mesmo esse fenômeno”, diz emocionada. “Cada noite é uma experiência diferente”.
Além da aurora boreal, juiz-forana, que considera a Islândia a sua segunda casa, também apresenta ao grupo outros atrativos do mágico país do Norte europeu.
“A gente passa por crateras de vulcão, campos de lava, geleiras, cavernas de gelo, lagoas termais, campos que têm atividade vulcânica, geyser. É uma ilha que não é tão grande territorialmente, mas tem muitos contrastes e muitas paisagens muito diferentes para a gente e para o resto da terra.”
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