
05/12/2023
Recordes sucessivos de temperatura, mudanças nos ciclos das chuvas e aumento dos eventos extremos são realidades impossíveis de serem negadas e que confirmam o consenso científico sobre as mudanças climáticas.
Apesar dos dados e dos fatos, há ainda argumentos negacionistas que empurram a crise do clima para um horizonte de falsas dúvidas ou de pura desinformação. Por isso, veja abaixo a explicação sobre 10 mitos comuns e o que de fato é verdade sobre o aquecimento global, de acordo com os especialistas.
1. Não há um consenso científico sobre as alterações climáticas
2. O aquecimento global é um fenômeno natural e cíclico
3. A crise do clima é irreversível e não tem nada que possamos fazer
4. O planeta está esfriando, não aquecendo
5. A Antártica está ganhando gelo, não perdendo
6. O aquecimento global não vai influenciar significativamente o Brasil
7. Podemos poluir à vontade por que as plantas precisam de dióxido de carbono
8. O desmatamento não contribui para as mudanças climáticas
9. Nunca existiu esse tal de buraco na camada de ozônio
10. A Terra (e os humanos) vão se adaptar ao aquecimento global sem problemas
❌ MITO: Não há um consenso científico sobre as alterações climáticas
Esse é um mito clássico e, por isso, vamos começar por ele.
Por mais que um ou outro pesquisador possa argumentar o contrário, evidências científicas consistentes e robustas indicam que as atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, têm causado o aquecimento da superfície terrestre e dos oceanos, resultando em impactos significativos no clima global.
De acordo com uma pesquisa da Cornell University que analisou estudos publicados entre 2012 e 2020, mais de 99% dos cientistas climáticos reconhecem que as mudanças no nosso clima estão acontecendo e são causadas pelo homem.
Essa conclusão contrasta inclusive com uma pesquisa de 2013, que mostrava que 97% dos estudos entre 1991 e 2012 (revisados por pares) apoiavam a ideia de que as atividades humanas estão alterando o clima, destacando a diminuição significativa das vozes céticas.
Somado a isso, diversas sociedades científicas internacionais, como a Associação Americana para o Avanço da Ciência, a Royal Society do Reino Unido (uma das principais instituições científicas do mundo), a Academia Brasileira de Ciências, entre diversas outras entidades, expressam em declarações públicas o consenso de que as mudanças climáticas observadas são extremamente prováveis devido a atividades humanas.
Nesse site do governo da Califórnia, por exemplo, há uma lista de mais de 200 organizações do tipo.
Além disso, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, reforça a conclusão de que as atividades humanas, especialmente as emissões de gases de efeito estufa, são o principal impulsionador das mudanças climáticas. O órgão é reconhecido mundialmente como a fonte mais confiável de informações sobre o clima.
O fato é que o uso de combustíveis fósseis está impulsionando de forma esmagadora o aquecimento global. A temperatura global da superfície aumentou mais rapidamente desde 1970 do que em qualquer outro período de 50 anos durante os últimos 2000 anos.
E para manter o aquecimento em 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, as emissões de gases de efeito estufa devem ser reduzidas de forma profunda, rápida e sustentável em todos os setores.
Veja os outros pontos no g1
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