
11/01/2024
A árvore mais alta do Jardim Botânico do Rio de Janeiro não é uma das palmeiras-imperiais da aleia principal que viraram símbolo do parque. O recorde é de um mogno africano, Khaya senegalensis pelo nome científico, com seus 49,1 metros acima do chão.
“Ela é bem grande, as pessoas olham e ficam empolgadas e perguntam a idade dela. Infelizmente, não temos uma idade precisa, mas acredita-se que, pelo tamanho, já passou dos 100 anos de idade. O público, quando a vê, fica extasiado”, afirmou Marcus Nadruz, pesquisador do Jardim Botânico.
A altura corresponde a um prédio de 16 andares. A árvore tem cerca de 7 metros de circunferência.
A madeira do mogno africano é muito usada na produção de móveis. Em muitos lugares, este é o objetivo do plantio.
“É uma espécie que veio do Senegal, como o nome diz, mas tem uma distribuição maior na África Central”, destacou Nadruz.
A busca por ela, inclusive, causa ameaças.
“Pelo fato de a madeira ser muito procurada, em alguns países da África ela é considerada como ameaçada de extinção”, completou.
A segunda maior do Jardim Botânico do Rio é justamente uma palmeira-imperial, como as que aparecem na logomarca da instituição. E ela tem um metro a menos que o mogno africano, com 48,1 metros.
As duas fazem parte da “Trilha das Árvores Gigantes” seleção feita com as 11 maiores espécies encontradas na instituição. A “menor” delas é um pau-mulato, com “apenas” 29,62 metros.
O critério usado para definir como gigante, neste caso, é ter mais de 25 metros.
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