
11/01/2024
Nesta terça-feira (9), a Nigéria destruiu 2,5 toneladas de presas de elefante apreendidas, avaliadas em mais de 9,9 bilhões de nairas (cerca de R$ 55 milhões), em uma tentativa de proteger dos traficantes de animais selvagens sua população de elefantes, que vem caindo.
Nas últimas três décadas, a população de elefantes do país diminuiu drasticamente: de cerca de 1.500 para menos de 400. Segundo conservacionistas, além da devido busca ilegal pelo marfim, também contribuem para essa queda a perda de habitat e conflitos entre humanos e elefantes.
O ministro do Meio Ambiente nigeriano, Iziaq Salako, disse que o governo triturou as presas e usará o pó para construir um monumento simbólico de um parque nacional como um lembrete da importância dos elefantes no ecossistema.
A pulverização das presas na capital Abuja segue um evento semelhante em outubro, quando autoridades destruíram quatro toneladas de escamas de pangolim apreendidas, avaliadas em US$ 1,4 milhão (R$ 6,8 milhões).
Milhares de elefantes são mortos a cada ano por suas presas, apesar da proibição do comércio de marfim pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, de 1989.
Apesar de ser signatária do acordo, a Nigéria é considerada um centro para gangues que enviam ilegalmente para a Ásia partes de animais selvagens africanos, incluindo presas e escamas de pangolim, segundo autoridades policiais e especialistas no tema.
No entanto, a nação da África Ocidental intensificou os esforços de combate ao contrabando nos últimos anos, em parceria com autoridades britânicas, americanas e alemãs, bem como organizações internacionais.
No mês passado, autoridades iniciaram uma investigação após um vídeo postado nas redes sociais mostrar um soldado atirando em dois elefantes que invadiram terras agrícolas, causando indignação entre os cidadãos.
Em 2022, autoridades aduaneiras da Nigéria apreenderam 1.613 toneladas de escamas de pangolim e prenderam 14 pessoas.
Fonte: Folha de S. Paulo
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