
16/01/2024
A Iniciativa Amazônia+10 e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram em novembro a Chamada Expedições Científicas, que vai disponibilizar R$ 59,2 milhões para financiar pesquisas voltadas à expansão do conhecimento científico da sociobiodiversidade sobre áreas pouco conhecidas da maior floresta tropical do mundo. O prazo para submissão de propostas vai até 29 de abril de 2024, como detalha o edital.
A Iniciativa Amazônia+10 é liderada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e pelo Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e conta também com a parceria do CNPq.
"O Programa Iniciativa Amazônia+10 visa viabilizar recursos para projetos científicos na região, articulando grupos de pesquisa que combinam pesquisadores locais com de outros Estados. O CNPq orgulha-se em participar dessa iniciativa, que certamente trará grandes benefícios científicos e tecnológicos para a região", comenta Ricardo Galvão, presidente do CNPq, ressaltando em seguida que a preservação da floresta amazônica e o desenvolvimento de sua economia de uma forma sustentável, não predatória, dependem fortemente do conhecimento científico local.
"A Fapesp participou ativamente da articulação da Iniciativa Amazônia+10. Na primeira chamada, pesquisadores paulistas se associaram aos de outras FAPs para o desenvolvimento de boa parte dos projetos que, atualmente, já estão em curso na região. A segunda chamada contribuirá para ampliar ainda mais a pesquisa em cooperação na busca de solução para uma região que é patrimônio do Brasil e de todo o planeta", afirma Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp.
Para Odir Dellagostin, presidente do Confap, a Amazônia não interessa apenas aos estados da região. "Ela diz respeito a todo o país e ao mundo. Pesquisadores de outras partes do Brasil também têm interesse em contribuir com os desafios da região e, por isso, a possibilidade de alocação de recursos por parte de outras fundações estaduais de amparo à pesquisa é muito bem-vinda. Isso fortalece a Iniciativa Amazônia+10 e estamos muito contentes que, no momento, nós temos 25 das 27 FAPs [Fundações de Amparo à Pesquisa] envolvidas no programa."
Neste edital, 19 FAPs aderiram à chamada, sendo nove de estados da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso), além de Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Paraná, São Paulo e Distrito Federal. Outras agências nacionais e internacionais ainda podem se somar à Chamada de Expedições Científicas até 31 de dezembro.
"Nós demos um passo importante com essa iniciativa. Muitas vezes, a Amazônia recebia pesquisadores de outros estados, de outros países e os pesquisadores da própria região não participavam dos projetos –ou atuavam apenas como coadjuvantes. E houve um avanço nesse sentido com o primeiro edital lançado pela Iniciativa Amazônia+10, em 2022, e novamente neste. Isso significa um trabalho de parceria, de pesquisa colaborativa, que leva em consideração o que os amazônidas pensam e o que têm", explicou Márcia Perales, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Para ela, os resultados que podem ser alcançados com a nova chamada são muito grandes. "As expedições podem trazer materiais superimportantes em relação à sociobiodiversidade regional. E isso faz com que nossos conhecimentos sejam ampliados. Muitos deles servirão de base para novas pesquisas ou para contribuição na solução de problemas que nós identificamos no nosso dia a dia. É de uma riqueza e uma ousadia imensas o lançamento deste edital pelo Confap, pelo Consecti e pelo CNPq."
Os projetos enviados para avaliação devem contar com pesquisadores responsáveis de pelo menos 2 dos 19 estados cujas FAPs aderiram à chamada, sendo que um deles deve obrigatoriamente estar vinculado a instituições com sede nos estados da Amazônia Legal. O edital também prevê a inclusão, na equipe de pesquisa, de pelo menos um integrante vinculado a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais (PIQCT), detentor do conhecimento tradicional relacionado ao território que será estudado.
Vem terminar de ler esta matéria clicando na Folha de S. Paulo
Com a chegada do inverno, jacarés mudam comportamento no Parque Chico Mendes
25/06/2026
Expedição encontra traços de cocaína, cafeína e agrotóxicos na nascente do Tietê
25/06/2026
Elefanta Baby é transferida para santuário em MT após ordem da Justiça
25/06/2026
O voo da virada: como o canário símbolo da Seleção superou a extinção
25/06/2026
Copa de 2026 pode ser a mais poluente da história, com 7,8 milhões de toneladas de CO₂
25/06/2026
Guterres propõe 7 passos para enfrentar as “duas crises” globais
25/06/2026
