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Rio onde mulher desapareceu na Baixada Fluminense está obstruído pelo lixo

16/01/2024

O Rio Botas, onde uma mulher desapareceu durante o temporal em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, está obstruído pelo lixo nesta segunda-feira (15). A prefeitura usava uma retroescavadeira para tentar remover o acumulado de resíduos no local e dar escoamento ao rio.
Ao mesmo tempo, os bombeiros continuam as buscas pela cabeleireira Elaine Cristina Souza Gomes, que teve o carro arrastado pela enxurrada na altura da Rua Doze, no bairro Andrade Araújo. O veículo caiu no Rio Botas.
Os bairros próximos ao rio Botas ainda enfrentam alagamentos, desde que o rio transbordou.
O governador Cláudio Castro disse que vai pedir ao presidente Lula prioridade nas obras do Rio Botas.
"As cidades tem que trabalhar cada dia mais na prevenção e nas obras para que isso não aconteça mais", afirmou em coletiva de imprensa.
O marido dela, de 43 anos, que dirigia o carro, foi salvo por moradores da região. Testemunhas contaram que o homem tentou passar com o carro pela enchente. Ele seguia o sinal do GPS e não percebeu quando ultrapassou as margens do Rio.
Na manhã desta segunda (15), um grupo de mergulhadores dos bombeiros participava das buscas por Elaine.
Três cidades da Baixada Fluminense registraram, em dois dias, mais chuva do que a média do mês de janeiro. As cidades de Mesquita, Nilópolis e São João de Meriti tiveram um volume entre 260 mm e 275 mm no sábado (13) e no domingo (14), de acordo com as medições do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. A média para o mês está entre 220 mm e 260 mm, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
De acordo com a Climatempo, a chuva começou de forma localizada na manhã de sábado, mas ganhou força a partir da tarde, continuando por toda a madrugada de domingo e diminuindo durante a manhã.
Pelo menos 11 pessoas morreram e uma mulher segue desaparecida após o carro onde ela estava cair no Rio Botas, em Belford Roxo.
Durante entrevista para a GloboNews, Marcelo Seluchi, meteorologista e coordenador de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), definiu a chuva que caiu no fim de semana como "histórica" e disse que nenhuma cidade do mundo suportaria um volume parecido.
“Derivou numa chuva que podemos caracterizar como histórica. Choveu mais de 200 mm em 6 horas, quase 240 em 24 horas, são chuvas muito muito intensas. Sobre a questão das cidades, as cidades não estão preparadas para volumes desse tipo. Provavelmente nenhuma cidade do mundo conseguiria suportar uma chuva de mais de 200 milímetros em 6 horas”, disse Seluchi.
A Baixada Fluminense ainda registra pontos de alagamento. Ao g1, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Philipe Campello Costa Brondi da Silva, informou que agentes do órgão estão em vários pontos da Baixada Fluminense com máquinas e verificando possíveis novos problemas que faz com que a água não escoe em cidades da região.
“A maré está alta e isso é um dos problemas. Estamos percorrendo a Baixada para entender se há outros problemas e quais são para resolvermos. O volume de chuva no Rio de Janeiro foi muito grande. Foram mais de 260 milímetros de chuva em 24 horas. Isso equivale a um mês inteiro de janeiro em um único dia”, disse Campello.
Um dos pontos de alagamento é o bairro Amapá, em Duque de Caxias. Moradores circulavam com água acima da cintura na manhã desta segunda-feira (15).

Termine de ler esta matéria acessando o g1

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