
18/01/2024
São Paulo ocupa a liderança nacional na geração de energia solar. O estado tem atualmente um potencial energético de 3,8 gigawatss instalado por meio deste modelo de captação, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). A capacidade é suficiente para atender mais de 400 mil consumidores.
Por meio de painéis, o sistema capta a irradiação solar e a converte em energia elétrica. Com isso, é possível reduzir de forma significativa o uso de energia da rede, diminuindo também os custos. Além do ganho econômico, a fonte renovável e inesgotável da luz do sol possibilita uma produção sustentável, já que não emite gases poluentes.
A energia fotovoltaica está em plena expansão no mercado e pode ser utilizada para suprir demandas energéticas de propriedades rurais, como no bombeamento de água para abastecimento doméstico, irrigação, eletrificação de cercas, iluminação, entre outras atividades essenciais na produção.
Pensando no crescimento energético e na sustentabilidade que a energia solar proporciona, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, disponibiliza crédito a produtores para a instalação de placas, com a linha de Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista na atividade de Energia Renovável, do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, o FEAP.
Em 2023, foram mais de R$ 30 milhões ofertados para projetos ligados à produção de energia limpa no campo. Cerca de 240 produtores foram contemplados, contribuindo para a transição energética no estado.
O Sítio Nossa Senhora Aparecida, localizado no município de Pontalinda, no interior de São Paulo, trabalha no segmento de gado de leite. Há 10 meses, a empresa familiar implementou painéis fotovoltaicos, com o auxílio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). “Usamos no sítio para todos os eletrodomésticos, na ordenha mecânica, no resfriador do leite, na bomba do poço artesiano e para irrigar a pastagem. Nós tivemos uma redução no gasto com energia de 90%”, disse o proprietário e produtor rural, Silvio Feliciano.
“A linha de financiamento se configura como ferramenta poderosíssima no desenvolvimento da pequena propriedade. O fotovoltaico, com a taxa de juros acessível e carência, frente ao alto custo da energia e perdas dos subsídios para o rural foi um presente que o Estado nos ofereceu”, destaca o presidente do sindicato rural de Caconde, Ademar Pereira, que implantou o sistema em todo o processo de colheita da Cooperativa Agropecuária de Caconde. Segundo Pereira, além da questão da sustentabilidade, hoje, o alto valor da energia elétrica impacta diretamente nos custos de produção.
O teto de financiamento da linha do FEAP é de até R$ 300 mil para pessoa física e até R$ 800 mil para pessoa jurídica. O prazo de pagamento é de até 96 meses, com carência de até 24 meses. Saiba mais sobre o apoio financeiro aqui.
Fonte: CicloVivo
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